sábado, 16 de outubro de 2021

 


LOUVAÇÃO A PARNAIBA

                     Francisco Miguel de Moura*


Parnaíba, Parnaíba,

de Pedra do Sal e de teus muitos rios,

eu te saúdo pelo seu cheiro de mar

cheiro da gente hospitaleira que aqui vive

 e dos que vêm e se vão, levados pelo vento

de todas partes deste glorioso Piauí.

 

Parnaíba, cheiro de amor verde e verdejante,

flor que nasceu para amar e ser amada.

Parnaíba, porta que és para o mundo,

de gente altaneira, de políticos e poetas.

Parnaíba, nós te beijamos como se beijam as ondas,

do grande mar de nossa gente!

 

Parnaíba, cidade cheia de amor e vida,

do Delta que se abre como em flor

sem você, como seria o nosso Piauí? 

  __________                 

   Nota: Francisco Miguel de Moura, com este

  poema homenageia os parnaibanos  Mão Santa,

Waldeci Cavalcante, Assis Brasil, Reis Veloso, Alcenor

Candeira, Everaldo M. Veras e Diego Mendes  Sousa,


                       

         

sábado, 9 de outubro de 2021

 


                                EXERCÍCIO  ESPIRITUAL

 

                              Francisco Miguel de Moura*

 

Por que não fico uma horinha só comigo

para fazer contas das minhas cotas?

 

Tenho medo de mim? Sim ou não?

Tenho medo do mundo que eu cerco.

 

Completo não és... Contenta-te, velho Chico,

Chico humano, fardo humano... Cisco!

 

E se sou um ponto miudinho, divino,

a quem devo dar graças por que sou?

 

Devo alegrar-me comigo porque sou,

pular, dançar, gritar, esbravejando...

                     

E se as forças de corpo e alma descontínuas

barulham meu terreiro sem nenhuma estrela?

 

Eis quanto a minha parte em Deus já vem

surgindo de um Além que me resiste.

 

Assim, assim uma estrela pisca, pisca

em voos e adejos distantes e distintos.

 

Pisca, pisca, o’ terra, o’ sol, o’ maravilhas

em meus pés, na viagem dos meus(versos).

´

Vem á minha alma, ao meu corpo aflito!

Vem-me, por inteiro, Espírito Iluminista

do espaço que me estende eternamente.

 

                      The. 09/10/2021

____________

*Francisco Miguel de Moura, poeta brasileiro,

mora em Teresina, PI.

 

sábado, 2 de outubro de 2021

 NA VOZ DE SUAS ONDAS


Francisco Miguel de Moura*


Sem sol e tão sozinho

solidifico a solidão,

petrifico-me no gelo,

molho as mão em pedras

que me ferem a mente

e me deixam sem poesia...


Nenhum verso sai,

pois não há mais lágrima,

nenhum amor se instala,

esteja à chuva branca

ou numa sala vazia,

sem nem um pingo de luz.

Dignamente me arquivo

em tamanha inquietude

como um morto vivo.


Só o sol me levanta

para alguma voz vazia

deste silêncio em vão.

Acompanhado ou só,

sem sol me petrifico

como um estranho ser

para além da morte.


Vem, ó sol, me derrete,

quero ir para os mares

ou então para os ares,

se ainda posso querer,

junto com sereias,

ou santos arcajos

na voz terna das ondas.

_________________________

Francisco Miguel de Moura*

terça-feira, 28 de setembro de 2021

 



PAISAGEM DE AMOR

          Francisco Miguel de Moura

              para o poeta Diego Mendes Sousa



Deitei-me sobre o chão da natureza

meu corpo amoleceu ao seu frescor.

Que mais posso querer? Um grande amor?

Ou ser espelho da expressão beleza?

 

Aqui estou, na fluidez das cores,

Não importa se há sol, nuvem ou vento,

importa transportar-me em seus verdores.

Xanana, meu amor, és meu alento.

 

Sou apenas um anjo em teus matizes.

Oh! Quero conversar com as borboletas,

menino, viver sonhos mais felizes.

 

Bendigo essas xananas das calçadas,

princesas que modulam cançonetas

de cor, e cheiro, e sons das invernadas.

 

domingo, 19 de setembro de 2021

 


MINHAS LAVRAS

         Francisco Miguel de Moura*

 

Pa/lavras alho e cebola no rio

passado, pesado e medido

que se esfarinham em feiras,

nos caminhos: - Vida dividida

pelo pão de cada dia, o lençol

de cada noite imaginária, e ouvida

pelo galo das madrugas sem fio,

sem pavio, em noites germinantes

de sonhos: - sonos suspendidos

 Pa/lavra suando, lavrando

meu ser em dúvidas remidas,

que se erguem por dentro do espelho

de mim,  portais e becos ressentidos.

_____________

          *Francisco Miguel de Moura, poeta.

sexta-feira, 17 de setembro de 2021

 




                            POEMA PARA ANTÔNIO

                              Francisco Miguel de Moura*

 

Salve Antônio! Você é um ramo

da árvore do bisavô de tantas eras!

Filho de Filipi, qual seu avô Franklin,

como primogênito, salve, salve!

Salve, salve o seu primeiro aninho

e que se prolongue em muitas primaveras.

 

Você é minha mais bela paisagem

nos braços do avô, com seu sorriso,

belo anúncio de verdade e vida,

no colo do pai, nos braços da mãe,

para nossa alegria viva, nossa paz.

 

Que o encanto dos seus olhos,

Anunciem uma vida sublime,

Qual se a herança terrena fosse

Um paraíso que do céu se abriu.

 

Deus o salve, meu bisneto Antônio!

_________________

*Francisco Miguel de Moura, o avô coruja, com muita alegria

terça-feira, 7 de setembro de 2021

 


MINHAS PALAVRAS

          Francisco Miguel de Moura*

 

A poesia nasce das palavras

e volta como filhas siameses,

para integrar meu ser inalcançável.

 

Minhas palavras se conversam,  

vêm do livro inscrito no meu ego,

quais crianças que  pulam corda e gritam

quando se acordam, tontas! Pesadelos...

 

Palavras se ressecam como os rios,

e se a chuva não vem, se desconhecem.

 

Minhas palavras-pingos permanecem

nas plateias, se nada vem, nem volta.

 

Palavras-postas, soltas por alguém

com amor, riso, mágoa, e sem volta,

conversam com duendes e com os deuses

dos Olimpos presentes e futuros

            ou passados.

___________

*Francisco Miguel de Moura, poeta brasileiro, sim senhor.

 

sexta-feira, 3 de setembro de 2021

 




                    HISTÓRIA DE MENINO

                   Francisco Miguel de Moura*

 

Um menino inquieto, não arteiro,

de baladeira em punho, certo dia,

a mata mais distante percorria,

em silêncio, mas muito prazenteiro.

 

Não acertava nada, nenhum alvo,

atirava que atirava e sem valia.

Só uma vez um tiro é que foi salvo:

- Um passarinho verde estremecia...

 

Caiu debaixo da árvore que mirava.

O menino era eu... Quanta agonia!

Fui apanhar a ave que arquejava.

 

Por tudo, com seus olhos rasos d’água,

de joelhos no chão... Perdão pedia.

por causar ao inocente tanta mágoa!

____________

*Francisco Miguel de Moura. poeta desde criança O menino deste poema era eu..

 

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