Francisco Miguel de Moura*
De tanto ir pra frente, estou voltando,
Com saudade dos tempos de criança,
Se não volto, no amor, é com a esperança
Que nele sempre tive, ora! Até quando
Chegar o dia de sumir da terra,
Pois vou continuar muito me amando,
E pelos que me cuidam, suportando
As dores que o espírito desterra.
É o caminho da ida, já sem volta.
Porém minha alma toda estará solta,
Voando em busca de infinitos céus,
Certa de que na terra eu já fiz tudo,
E agora só terei Deus por escudo
Para ser santo e perdoar os réus.
Com saudade dos tempos de criança,
Se não volto, no amor, é com a esperança
Que nele sempre tive, ora! Até quando
Chegar o dia de sumir da terra,
Pois vou continuar muito me amando,
E pelos que me cuidam, suportando
As dores que o espírito desterra.
É o caminho da ida, já sem volta.
Porém minha alma toda estará solta,
Voando em busca de infinitos céus,
Certa de que na terra eu já fiz tudo,
E agora só terei Deus por escudo
Para ser santo e perdoar os réus.
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*Francisco Miguel de Moura, poeta até morrer, se Deus quiser, livre e desembaraçadamente, para cantar o amor, a dor e a esperança.
