Tempo de colheita:
O passarinho desfruta
da fruta madura
Abriu-se a janela:
No emaranhado de folhas
um sol resplandece
O homem de bem
não adia sua partida:
A dor vai no peito
não adia sua partida:
A dor vai no peito
À beira da estrada
a rubra flor do sertão:
Terra castigada
Há um sonho etéreo
nas asas da borboleta:
Ele me completa
Caída a tua porta
uma displicente folha;
Já quase morta
Os pingos da chuva
vão caindo lentamente:
A tarde preguiça
O sol tinge a folha
antes de se despedir:
O ocaso acontece
Noite sem luar:
As luzes das arandelas
clareiam a janela
Uma gota de orvalho
pende sob o galho nu:
Sereno à noite
