domingo, 19 de maio de 2013

MI DOLOR ES MUCHO MAYOR

Francisco Migul de Moura*
Tania Martinez**
 
Mi dolor es mucho mayor
que el dolor del mundo entero:
– Un dolor mudo.
mi dolor es sólo mío,
no puedo repartirlo.
¿Quién me puede ayudar?
¿quién lo puede escuchar?

Mi dolor no brilla, es sólo humo.
Mi dolor duele tanto que me ensordece.
Dolor que viene del alma y rompe el corazón,
después regresa despacio a los adentros.

Mi dolor soy yo, castigo sin pecado,
me muele, me seca, me mutila.
Dolor innombrado
que vive, revive y nunca muere vivo,
que muere y remuere y nunca muerto nace.
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*Francisco Miguel de Moura, poeta brasileiro,mora em Teresina, Piauí - Brasil
**Tania Martinez, escritora, pesquisadora, tradutora, mora na Espanha
 

quinta-feira, 16 de maio de 2013

OBJETO – PRESENÇA: POESIA

Francisco Miguel de Moura*
Escritor            

         Convidado a fazer a apresentação do livro “OBJETO PRESENÇA”, de autoria de Luiz Ayrton Santos Júnior, na Livraria Anchieta, nesta Capital, cujo convite muito me honrou, não levei nenhum discurso escrito e falei simples e francamente como fala um poeta a outro poeta e a seus ilustres convidados. Ainda mais porque, não obstante numa distância considerável, ainda somos parentes pelo seu lado paterno. Já conhecia Luiz Ayrton, claro, mas esse conhecimento também era de um bom tempo: Ele era estudante de Medicina em Recife e eu trabalhava no Banco do Brasil, em Teresina, onde editava a revista Cirandinha.  Ele já escrevia bons poemas, e um dia me visitou em casa, onde trocamos amigável “papo” sobre o assunto que queríamos: Poesia. Em Pernambuco, ele se dispôs a divulgar a revista. E, se me lembro bem, passou a colaborar com poemas para a publicação. Foram poucos, um ou dois, seu interesse maior era divulgá-la, o que fez muito bem, na sua ousadia de jovem.

      Como tenho dito, não faço mais crítica literária – eis a razão deste parágrafo introdutório. Hoje, dedico-me apenas a escrever poemas, artigos e crônicas. Mas não posso deixar de afirmar que o poeta Luiz Ayrton é um senhor poeta. A. Tito Filho tinha razão: “os médicos escrevem bem.” Poeta sem jaça, como Ayrton Júnior, são poucos. Devem ser olhados com carinho. Ele é um poeta de si mesmo, como todos os bons poetas, e escreve para o mundo, razão por que, como ele próprio afirma aos seus convidados, no livro não há sequer uma dedicatória deste ou daquele poema a fulana ou a fulano. 

        Linguagem simples para um poeta forte. E eu digo: o leitor que disser que não entende a mensagem de “OBJETO PRESENÇA” precisa aprender a ler, ou reaprender. Porque, no nosso mundo de tevê e internet, há muita gente que aprendeu a ler na escola, depois esqueceu por falta de treino, de uso da leitura.  São poemas curtos e densos, linguagem trabalhada como está na lição de Drummond: “lutar com a palavra / é a luta mais vã / no entanto, lutamos, mal rompe a manhã”. Também seu trabalho não deixa vestígio, aquele que bem lembrava Olavo Bilac, no famoso poema “Profissão de Fé”.  Outra característica importante que quero apontar é que há uma sensualidade latente em quase todos os seus poemas, por conta talvez da sua profissão de médico, cujas mãos abençoadas parecem sentir mais do que as nossas. Simpatia pela vida, pela criatura humana, amor, em nenhum momento podemos dizer que seja amargo, embora com palavras duras, sérias. O poeta brinca com a vida, porque a vida deve ser sempre alegre, gostosa, a vida é nosso mistério e todo mistério vem de Deus: é divino.  Se assim escrevo, e creio estar certo, não é para apontar nenhum viés religioso na sua poética. Ao contrário, ela é muito mais universal que a de outros que se passam por grandes. Sem preconceitos.  Nele, tudo é poema, desde que haja palavra, e mesmo que não haja palavra fala com os interditos. Poeta inventa, a poesia é a divina satisfação de dizer a verdade que ninguém disse. Poeta originalíssimo, não há como não aplaudi-lo, elevando-o à ordem de grandes poetas da nova geração de poetas brasileiros como Aricy Curvello e Alcides Buss, aquele de Minas, e este de Santa Catarina.  Entre os já falecidos citaria Paulo Leminsky e Torquato Neto. E basta, pois não são tantos dessa categoria.

           Pra dizer mais, só mostrando o poema “PRODUTO”, justamente o que abre o livro:

 “Tenho / mesmo valor / umbigo / padrão adjetivo / mercadoria vendida / diferida // tenho / artigo teoria / registro digno / família / minas / complico esquinas / abrigo terezinas / socialismo // não interesso / ditar métodos / modos modelos / poeta fruto / não só trabalho / sou produto”. (pg. 17).  

      Outro poema muito sentido, que selecionaria para uma novíssima e universal antologia, seria “PULSO CONTIDO”.  Tudo contido, sem sentimentalismo. Infelizmente, não dá pra mostrar mais.  E creio que é o suficiente para que desperte o interesse que todos nós devemos ter pela poesia, em minha opinião, “A EXPRESSÃO MÁXIMA DA BELEZA DA ALMA HUMANA”. 

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*Francisco Miguel de Moura, autor deste artigo, é escritor e membro da Academia Piauiense de Letras (APL), da União Brasileira de Escritores (UE-SP) e da International Writers and Artists Association, com sede em Toledo, OH, Estados Unidos.
          

sábado, 11 de maio de 2013

PARA SEMPRE MÃE


     Francisco Miguel de Moura*
                  Para Mª  Mécia

És mãe em toda parte,
Mas isto não lhe basta:
Para mim és secretária,
Enfermeira, rezas tanto
e fazes meizinha
São uma imensidade de carinhos.

Na vida e na morte
Serás mãe, pois que não há esquecimento.
O coração salta e se agita e a mente pensa
A vida – e a mãe é vida toda vida.
Todamente.

De menina a namorada,
Foste e serás mãe, sempre amada,
Tens o coração  feito de amor e “pudim”,
Como na cantiga de Luiz Gonzaga.
Mesmo quando ralhas ou brigas,
Não guardas rancor,
Por querer os filhos todos,
Todos no seu ninho, igualmente.
No seu ninho de Amor que é nosso lar.
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*Francisco Miguel de Moura, diante de Drummond, reconheço, sou um poeta menor.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

DIFERENÇAS ENTRE O HOJE E A HISTÓRIA



 Francisco Miguel de Moura*


A crônica do dia a dia é feita pelo articulista, o jornalista, o cronista. Se estivesse escrevendo poemas, eu poderia muito bem fazer um trocadilho: “A CRÔNICA DO DIA (que se) ADIA”. 
          Entrando bem de cheio nos fatos mais recentes, há alguém que acredite nas versões colocadas a público sobre quem matou a Fernanda Lages? Ou a fez suicidar-se?  O povo aponta, o povo é inteligente, mas não pronuncia o nome ou os nomes. Porque teria que ser através de um cronista, articulista ou jornalista (o anonimato não vale). E quem deles vai morrer por isto?  Poderá morrer no dia seguinte por um tiro pelas costas ou qualquer outra maldade – que ninguém vai saber de onde provém. Os grandes já sabem, Governo, Polícia, Justiça – e todos, como em tácito acordo, calam. Calam porque ninguém quer imolar-se.  Um fato, uma história adiada talvez para séculos e séculos à frente, quando ninguém mais dos de hoje viver.
Assim, torna-se difícil escrever. Até mesmo outro crime muito antigo e semelhante - o ainda lembrado “crime da doméstica”, de 1970 aproximadamente, cujo crime não foi dela (ela é que sofreu o crime). Assassinato feroz, em seu próprio quarto de dormida, tendo-lhe sido rasgados, retalhados seios, boca e sei mais lá que outras partes do corpo. Por quê?
 A história do homem é feita de guerras e mais guerras, de crime e mais crimes – crimes especialmente contra a vida, a liberdade, a saúde, a segurança e o patrimônio público e/ou privado. O Código Penal deveria ser a nossa Constituição como cidadãos do mundo. Mas o nosso Código Penal está tão velho que já não merece fé, pois a sociedade “evoluiu”. Eu diria que, em determinados casos e muitos acontecimentos, a sociedade “involui”. Que adianta a ciência esbaldar-se para curar doenças e prolongar a vida em condições favoráveis, quando se sabe que todo dia se mata, saqueia, seqüestra, incendeia, agora muito mais por causa da droga? Ou por nada.
Mas dizem que ela também é mestra. Karl Marx escreveu que “a única ciência que existe é a História, nela é que as outras vão beber”. Como também dizem os derrotistas que “o que a gente sabe é que com a história não se aprende nada”, pois os erros se repetem milenarmente.   
Mas vamos lá, não sejamos tão derrotistas, sem alguns exemplos dela, do passado. Nosso passado é ocidental, assim vêm aí os Estados Unidos e a França, baseados na crônica de J. R.Guzzo, “Veja” (1º/5/2013), aqui reescrita, para resumir, o que o colunista de VEJA escreveu:
- Lincoln acreditava na superioridade da raça branca, era, portanto, um “escravagista”. E apresenta suas ideais aos 49 anos, em 1858, dois anos antes de eleger-se presidente dos Estados Unidos. Inicia no ano seguinte a guerra contra a separação dos Estados do Sul, que pretendiam manter a escravidão. Resultado: 600.000 mortes, entre 1861 e l865. Nesse tempo, recusou a proposta de paz oferecida pelos Estados americanos do sul, que não queriam mais combater, mas queriam manter a escravidão. “O essencial”, teria dito Lincoln, “não acabar a guerra, porém acabar a escravidão”.  Mudara de pensamento. Veio a morrer assassinado por um “escravagista”, logo após a vitória da sangrenta guerra.
Na França foi  Robespierre, personagem símbolo da Revolução Francesa. Ele comandou o chamado “Governo do Terror”. Até agora ninguém sabe quanta gente mandou para a guilhotina, entre julho de l793 a julho de 1974; fala-se de 40.000 a 50.000 pessoas. Mas, depois disto, ele propôs à Assembléia Nacional a abolição da pena de morte. Contudo foi ele a última cabeça a rolar no instrumento por ele mesmo criado – a guilhotina.
J. R. Guzzo conclui, assim, citando-o integralmente: “Uma das possíveis lições disso tudo é que entre idéia e atos há mais coisas do que sonha a nossa vã filosofia – e que a prudência aconselha a julgar os homens menos pelo que dizem e mais pelo que fazem (...) Atirar primeiro e pensar depois pode acabar dando nisto: Abraham Lincoln vira um sórdido racista, e Robespierre, um campeão dos direitos humanos”. 
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  *Francisco Miguel de Moura, escritor brasileiro, membro da Academia Piauiense de Letras e da Associação Internacional de Escritores e Artistas,  Estados Unidos.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

DILMA PISA NO TOMATE E NO POVO TAMBÉM

Francisco Miguel de Moura*
Escritor, membro da Academia 
Piauiense de Letras


O povo somos todos os brasileiros: os que pedem e os que dão, os que pagam impostos e os que gastam mal esses impostos, os que põem os filhos na escola particular porque o ensino público no Brasil está falido. São os que ainda gozam saúde e os doentes (coitados, porque não têm a quem recorrer para curar seus males); povo são as crianças de rua, as que não tem pai nem mãe, as que caem na droga como recurso para viver (ajudando aos maiorais do tráfico). Uma das últimas revistas VEJA traz, na capa, as pernas da Dilma pisando num tomate. Mas, na matéria alimentação, quem sabe muito mais é a mulher comum, que pega na massa todo dia, quando pode comprar. E eu ouvi de uma dona de casa a seguinte pergunta:

    - “Por que ela não pisou logo numa casca de banana? Era mais barata e podia produzir maior efeito”. 

        O que o governo está fazendo não é somente pisar no tomate. É pisar onde não deve, pisar em todas as classes. Cobrar imposto cada vez mais escorchantes, como vimos pelo aumento estrondoso da taxa oficial de juros.  Não importa a redução noutros setores como compra de carro se, em seguida, aumenta o combustível. É remendar a roupa com trapos velhos. Isto não é economia: tirar de um lugar e botar noutro é enrolação. Economia se faz com investimentos maciços em infra-estrutura e não em “bolsa esta/ bolsa aquela”, acomodando um pouco os “pobrezinhos” para o voto que já estão comprando para a próxima eleição. Mas parte do dinheirinho dessas bolsas vai parar na droga, através dos menores (que podem fazer tudo). Assim, o Brasil entra no circuito do tráfico de drogas, o que é amedrontador para qualquer cidadão. O país entra na droga por via indireta.  E continua a política surrada: tirar de um lugar para botar noutro. Baixar os juros disto, aumentar o custo daquilo pela escassez, pelo não incentivo à produção  e (portanto ao emprego), arrecadar mais e mais, não fazer nada de investimentos, não criar empregos. Criar bolsas – inclusive a maldita, que no fundo é uma ajuda ao crime, à nossa maior insegurança: a bolsa ou salário-presidiário. 

       Depois “eles” arrotam que acabaram com a pobreza no Brasil. Se o Brasil ficou mais pobre, todos ficaram mais pobres. Não entendo da economia superior ensinada na Universidade, mas fui funcionário do Banco do Brasil, onde me aposentei, além de ser pai de família.  Dilma bem que devia ser sapiente, já por ser mulher, já por ter formação na área econômica. No fundo, a economia da universidade é a mesma doméstica. A nação é a casa de todos. Há uma arrecadação tal, um lucro tal, um salário tal, mas se não gastar um pouco com a conservação da casa, for apenas consumindo, ao fim de alguns anos – E NO CASO EM QUE ESTAMOS FALANDO JÁ SÃO DEZ - a casa cai. É o que está acontecendo com Brasil. As estatísticas governamentais são mentirosas. O poço fundo, o buraco está secretamente escondido. Porém o que não falta é propaganda na tevê mostrando “as maravilhas”, que não fizeram. Dizem que, antes do PT, Lula e Dilma, só existia aqui racismo e pobreza. Recentemente, quando foi à Europa fobou que vai ajudar a economia deles. Sua afirmação seria ridícula, mas é trágica. Ela quer ajudar também os países como Cuba, Coréia do Norte, Irã, Bolívia, Argentina e não sei mais quem, imitar o que aconteceu na Venezuela: a República bolivariana, do Hugo Chavez.  Nossos recurso, apesar do “pré-sal”, não são o quanto dizem. Mesmo porque gastaram nos últimos dez anos, com coisa sem importância, tanto dinheiro que dava pra ter construído a famosa transposição das águas do São Francisco pelos Estados do Nordeste, especialmente Pernambuco e Ceará. Senão teriam feito o trem bala como prometido em campanha. Senão teria acabado com a pobreza, o analfabetismo e a violência – e tudo isto só cresceu. Salvando o que divulga O IBGE e algumas outras instituições sérias, tudo o que fazem é mentir. Temos crescido, sim, mas como rabo de cavalo: PRA BAIXO.  A classe média arredondou-se em pobres. E os ricos não ficaram tão ricos assim. Porque de onde se tira e não bota, fica o buraco. O buraco está aí.

       Enquanto os “intelectuais” do PT e os aloprados dos sindicatos que com ele se alinham, agora acompanhados do PMDB, que outrora foi um partido tão sério, e por um monte de outros partidinhos - todos só sonham em locupletar-se dos cofres públicos. Tanto já fizeram que agora o Poder Legislativo se volta contra o Poder Judiciário, simplesmente porque este julgou decentemente os membros da quadrilha do “mensalão”.

          Uma pergunta sempre me cutuca a mente há muito tempo: Por que nunca mexeram como o Lula?  O futuro vai dizer, certamente porque a verdade histórica demora, mas não falha. É como a Justiça.
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*Francisco Miguel de Moura, autor deste artigo é escritor e membro da Academia Piauiense de Letras. E-mail: franciscomigueldemoura@gmail.com
                                                                                                             

quarta-feira, 1 de maio de 2013

FRANCISCO MIGUEL – POLIVALENTE ESCRITOR NACIONAL

 João Borges Caminha*




Encontrei-o pela primeira vez e seguidamente o conheci na Agência Centro do Banco do Brasil, Rua Álvaro Mendes, nesta Capital, em julho de 1966. Ambos funcionários de carreira dessa magna Instituição; ele admitido (parece-me) no final da década de 50 do século passado, removido de Salvador (BA) e eu da cidade Campo Maior (PI).

Quanto a nossa gênese familiar e telúrica, logo verificamos que temos estreitas correlações, uma vez que o Prof. Chico Miguel nasceu no antigo Jenipapeiro, hoje cidade de Francisco Santos, e eu no lugar Furta-lhe a Volta, do velho povoado Buriti, agora município de Ipiranga do Piauí, os dois pertencentes à Micro-Região de Picos e Meso-Região do Nordeste Piauiense.

Quanto à origem genética, ele diz que pertence ao tronco dos BORGES DE MOURA ou MOURA BORGES; eu, aos BORGES CAMINHA, com certa pertinência com a estirpe de Pero Vaz de Caminha, mas, de tão diversificada, engloba uns e outros como MOURA, MACEDO, MENDES e tantos outros.  Calcule-se o tamanho da linhagem ou estirpe!...

Só não se sabia ainda que CHICO MIGUEL é um personagem polivalente no desempenho de diversas atividades. No vetusto Jenipapeiro foi desde pastor de cabras, jumentos e muares e agricultor a mestre-escola, antes de ser bacharel em Letras, professor e escritor na Capital e por onde esteve.

Admirável, também, é a sua carreira de intelectual e escritor vitorioso, competente, talentoso e perseverante. A duração de suas obras, além de se igualar à de sua longa vida telúrica, continuará eterna na ordem universal.  De estilo simples, porque não rebuscado, preciso, escorreito e criativo. Atrai e conduz o leitor por uma leitura inteligivelmente agradável. Sobre as obras do seu saber, de tão numerosas, não bem a quantidade delas, se 31 livros ou mais. Só se pesquisar muito, a contar de “AREIAS”, em 1966 até “O MENINO QUASE PERDIDO”, de 2009. Só em nossa biblioteca são treze livros autografados. Isto tudo, sem se falar na produção literária que escreveu e publicou nos jornais revistas nacionais (Teresina, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais) e no estrangeiro “Diário dos Açores” (na Ilha do mesmo nome) e “Primeiro de Janeiro”, de Porto, Portugal; “Lea” e “Clarim”, da Espanha; “Poemezia – Notizie”, da Itália: e “Jalons”, na França.

Receba, ó Francisco Miguel de Moura (que é sem favor o Francisco I), os nossos cumprimentos por sua intensa e valorosa produção literária, que, apesar de não ser o atual chefe espiritual da Igreja Católica Romana, é sem favor, o Papa entre os intelectuais, poetas e cultores das letras nacionais. Obrigado, também, pela inserção de Nota da sua eleva cepa, em 7 de setembro d 1996, lançada na contracapa de nossa monografia alcunhada de “UM EXEMPLO ÀS NOVAS GERAÇÕES” e pela publicação de artigo no jornal “O Dia”, de 16.03.2013, na página 6, sobre “IPIRANGA DO PIAUI: RECORDAÇÕES DA CIDADE DO CAMPO”, livro de minha autoria, o qual me deixou deveras envaidecido e lisonjeado.                 

                      (Este artigo publicado no jornal “O DIA”, de 13 de abril de 2013).
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*Joao Borges Caminha, autor deste artigo, é advogado, professor aposentado (UFPI) e historiador, mora em Teresina, PI.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

NINGUÉM SABE DE NADA, “EU ACHO...”


 Francisco Miguel de Moura*


        Se observarmos o que acontece na formação pessoal, educativa, profissional e na cidadania, sente-se que por mais que queiramos acompanhar os novos conhecimentos, as novas invenções e até as inovações em artes: música, pintura, escultura, literatura, poesia... Não sei, não se consegue. No mundo dos estudos, as crianças de hoje não precisam de livros (embora os colégios peçam uma enorme carga, só para enriquece as grandes empresas do ramo). Tudo está na televisão, no computador, no celular, etc. E ninguém apreende nada porque tudo é descartável: é e não é ao mesmo tempo; sim, hoje - amanhã, não. Há buracos sociais muito grandes provocados pelo isolamento pessoal, social, profissional, familiar e principalmente educacional.  Nas reuniões, grandes ou pequenas, almoços, jantares e outros pequenos ou grandes ajuntamentos, o que se observa é o grupinho de dois, três ou quatro – parentes, casais, namorados, pouco amigos. As conversas giram em torno de banalidades: qual a marca melhor de carro? Qual o canal de tevê que mais aparece mulheres seminuas (quando a conversa é entre homens)?  O que é melhor, um bom churrasco de carneiro ou uma pescaria?  Nesta ninguém precisa pescar nada, pode-se ficar debaixo da árvore ou da barraca, apreciando o mar ou o rio até cansar-se, dormir e voltar pra casa. Ou até nem ir lá, peixe compra-se congelado no supermercado. Melhor esgueirar-se para um piquenique, boteco, ou mesmo casas afamadas por suas mulheres novinhas, e que não fecham nem para o almoço.
 Na pequena reunião onde se contam mais os cunhados que os amigos, os filhos não sei de quem com não sei quem, etc. que são sobrinhos e já estão na gandaia. “São quantas horas”, pergunta um deles, com ar de quem está preocupado.

    “- Quatro, olhe aqui”.  Outro mete o relógio - o máximo, custou muitos dólares – bem na cara do perguntador, que está “sem...”.  Fora comprar no cartão de 10 vezes e não tinha crédito: ”- Quatro, olhe aqui!”.  

    “- Ah, não!”, grita, “vamos sair”. Tá na hora do jogo.
Tratam de um clássico: Olaria versus São Sebastião, timezinhos do interior, que, meu Deus! Causam dó à arte dos pés e da cabeça, haja vista o que se passa no campo, na hora da partida e, depois, o que se ouve na hora das entrevistas às rádios locais que dão, pensando que é a uma grande emissora de São Paulo ou do Rio. Dizem barbaridades! Alguns nem sabem arremedar duas palavras (erradas) numa frase comunicável.

Quem vive tais fatos e acontecimentos nunca leu um livro (nem bom, nem mau), nunca leu o jornal, não possui uma boa discoteca, agora tudo é no pendraive – músicas de “carregação” copiadas na mídia que se chama internet - pode ter o que falar? Altos pensamentos, idéias brilhantes que transformem o mundo e a alma das pessoas nele envolvidas?  Ficam somente no “eu acho pra cá”, “eu acho pra lá”, e pronto. Há horas em que só se ouvem as moscas, desde que a música barulhenta e enrolada tenha cessado. E essa rotina só termina quando chega um fim-de-semana prolangado (e nos últimos tempos têm sido prolongados até demais): começam às vezes numa quinta-feira e terminam na segunda. Aí, sim, acaba-se a rotina. Cada um pega seu carro novo ou velho e dana-se na estrada para o litoral (os litorais) ou para os interiores.

Digam-me uma coisa: o que é que uma pessoa do Nordeste, por exemplo, vai buscar no interior, numa Semana Santa, se todas as tradições desapareceram. Se não há mais roças como antigamente, primeiro porque não há mais trabalhadores como antigamente, nem há invernos como antigamente, não mais parentes como antigamente.

Se entrarmos por este caminho é capaz de não termos volta: casados, descasados, recasados, amancebados, juntos, namorados e namoradas com filhos morando na casa dos sogros e sogras, ou sogras tortas, tios tortos, sobrinhos que não são de sangue nem foram adotados. É a maior barafunda. E os adolescentes que simplesmente “ficam”?- “Você é Felix ou Serginando”? “Ah! Eu te amo”, diz a garota. Não importa! Algumas e alguns nos quintais, outros no quarto mais escuro (A luz se apaga). E o Carnaval já passou. Quando ele vem de novo? – “Aí! Você me abraça sem me apertar. Sei lá”. Não há mais aquele joguinho de bola, de sorrisos à distância, nem flertes, nem nada. O negócio é chegar às vias de fato (nos dois sentidos). 

Por falar em jogos, lembro agora de outro. Mas era só entre os homens: Nas tardes de abril, jogo de bola feita de palhas de milho, no qual os melhores nunca deixavam a bola cair, enquanto faziam a troca de um lado para o outro, os mais bobinhos ficavam somente de boca aberta, de cabeça pra cima, sem aparar uma. Até que terminavam, suados, iam para o banho. Agora a ceia, com muita coalhada. 

    “Hoje”, fala o dono da fazenda, “a coalhada foi pouca, não choveu. Não sei se dá pra todos”. Chega um, chega outro, uns se empurram, no final, saem em seus carros correndo para a cidade e terminam ceando coalhada de copo, leite de lata, pão de ontem, depois de terem enfrentado uma estrada violenta, pois de todo lado sai carro, cada qual querendo chegar primeiro. Felizes daqueles que chegam são e salvos, na cidade, para contar a história, ou melhor, saber da história através das noticias da tevê, sobre os desastres, os que ficaram paraplégicos, os que morreram. Ninguém diz nada, ninguém avalia nada, ninguém sabe de nada.  “Acham” que sabem tudo pelas manchetes dos jornais do dia seguinte.  – “Com foi seu fim de semana prolongado, amigo?” - Eu “acho que foi bom”.  Mas quando trata de contar o que passou, já o outro virou as costas e foi achar o que o compadre e cunhado “achou” da estada no interior, ou da temporada na praia.  É a vida normal, sem monotonia, só com muita buzina, muito apito de sirena indicando que alguém foi pro hospital, morreu ou foi preso.  É o tempo do “ACHISMO”.
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 Francisco Miguel de Moura, Escritor, membro da Academia Piauiense de Letras - APL, Teresina, PI, e da IWA-International Writers and Artist Association, Toledo, Estados Unidos.

quinta-feira, 28 de março de 2013

LA PROPRIEDAD INTELECTUAL Y EL USO DEL SEUDÓNIMO

Teresinka Pereira
Escritora, Presidente da International Writers and Artists Association - IWA
Toledo - OI - Estados Unidos


El escritor y poeta brasileño Francisco Miguel de Moura ha desde hace muchos años contribuido con sus versos y artículos para las revistas y periódicos literarios de Piauí, su tierra, y del mundo, pues es membro de la Association International de Escritores y Artistas y de otras organizaciones y academias internacionales. En su última carta personal me hace una confidencia, comentando que a ciertos escritores les gustas citar a los clássicos filósofos con la finalidad de demonstrar la cultura que tienen. Al mismo tiempo, dice el, algunas citaciones son falsas, non pertencen a los clássicos, sino a ellos mismos, que quieren emitir una opinion un poco fuerte y non se atreven a autorizarla. Y me pergunta: Qué importancia tiene la propriedad intelectual?
De mi parte creo que un autor qaue firm su propio nombre bajo las ideas que publica es no solo responsable como también prueba que tiene el coraje demantener su palabra y posión frente a los lectores  y a la crítica referente, Sin embargo, hay otras cosas qu tenemos que considerar sobre la autoría de una obra literaria, aunque por esta vez voy a omitir  el fenómeno del plagio voluntario, que és considerado (y debe ser) como un robo. Vamos considerar que hay cierta vanidad en el alma del autor. Eso lo sabemos todos.  Hay un cierto orgulho que nos sube a la cabeza cuando ponemos nuestro nombre bajo lo que terminamos de escribir. Otro autor que considero amigo, cuyo nombre me hace orgulho citar,  no sólo porque es uno de los mayores escritores brasileños, como tambén porque ha sido uno de los nombrados por la IWA para el premio Nobel de Literatura, es Frei Beto. Él dice lo siguiente sobre la
vanidad:

"La vanidad es la embriaguez del espíritu. Conturba el alma, oscurece la visión desequilibra  los paso. Seducidos por sus falsos encantos, creemos ser mayores que nuestro cuerpo y más lúcidos que nuestra parca inteligencia". (Típicos tipos).

Y el miesmo Francisco Miguel de Moura se pronuncia sobre la vanidad en esos dos versos:

                                          "Quiero tener la vanidad de los camiños:
                                          - dan el paso, pero poco dan abrigo".

Yo creo que con la vanidad del autor o sin ella, es importante que el lector sepa quien le escribe. Sin  embargo, ?cómo considerar los escritores que han tenido que publicar y vivir bajo la sombra de un seudónimo, sólo revelando su verdadera identidad después de terminada una dictadura, una guerra o depués de muerto?

Hace uno días he leído el cuento "Guests of The Nation" ( Huéspedes de la Nación) escrito por el escritor irlandés Michael John O' Donovan, quien ha firmado todas sus obras bajo el seudónimo de Frank O' Connor.  En ese cuento él presenta un conflicto entre un grupo de revolucionarios irlandeses y dos rehenes ingleses, escogidos al acaso sin que estas personas fueran soldados ocupadores de Irlanda. Ellos eran, al contrario, ciudadanos sencillos, amables, siquiera eran políticos, y durante el tiempo en que estaban "conviviendo" con sus guardias irlandeses los trataban como amigos, colegas y non sólo jugaban a los naipes juntos, como también le ayudaban a la mujer de la casa, que fuera transformada en su prisión, con las tareas domésticas. Se ha formado una amistad no oficial pero muy íntima entre los guardias y los rehenes hasta que llegó el momento de la ejecución de los rehenes. Estava muy obvio que para los guardias sería más fácil y menos penoso dejarlos "huir", pero los ejecutaron, obedeciendo así a las leyes de la guerra e de la revolución irlandesa. El personaje  que ha disparado las balas asesinas tenía el nombre de Donovan,es dicir, el nombre del autor, e ésta fue la única manera qaue él encontró de meterse en su propia obra. Ha sido muito importante para el autor de esta historia así como de outras obras suyas para proteger su nombre, su vida y su carrera, utilizar un seudónimo. Michael John O' Donovan fue el diretor do Teatro d l'Abbey y fue también professor universitario. É no estaba  en favor de la ocupación inglesa en su país,ni tampoco estaba contra los revolucionarios. Sin embargo,hay una certa crítica da religión católica y de sus padres en la palabra del personaje inglés Awkins, quein se dice anarquista: " Los capitalista pagan a los curas para decirles sobre el outro mundo (el cielo), mientras no dejan que se den cuenta de lo que pasa en este". El tono de Awkins era siempre de amistad, como si estuviera hablando con su hermano menor.

Como en ese caso, el empleo de un seudónimo fue una cuestión muy vital para O' Donovan, quien ha quedado famoso como Frank O'Connor, principalmente en los Estados Unidos en donde vino hacer conferencias en las universidades sobre su propia obra. O' Donovan murió en 1966.

Otro autor que se hizo famoso con el seudónimo fue Geoge Sand, una escritora francesa del siglo XIX que se llamaba Aurora Dupin y que exigía respeto a sus obras como si ellas hubieran sido escritas por un hombre. El poeta René Varennes, que tiene en Neris Les Bains, Francia, una foresta llamada "Foret des Mille Poetes" ha dicho  que George Sand, ha vivido en la miesma región de esa foresta en la cual  cada árbol tinha un nombre de poeta,  e que tenía una sensibilidad muy fina y especial, aunque su seudónimo era de hombre. Ella decía que era posible ser poeta sin escribir un solo verso, bastaba con oler una rosa, tomar una fruta, etc.

La propiedad intelectual es tan importante que podemos considerar el uso del seudónimo como um abuso voluntario contra nuestra personalidad. Tener que abstenerse de nuestro nombre propio, sólo se justifica por verguenz de la obra, por demasiada timidez, por la cuestión de la censura o de la prohibición de publicarse en su país. El autor puede considerar el exilio en ese caso de que una dictadura le impide de escribir y no quiere usar un seudónimo. !Tantos escritores lo hicieron! Uno de los primeros exilados voluntarios fue Friederich von Schiller, el poeta alemán amigo de Goethe,que al ser prohibido por el duquede Wurtemberg de escribir para el teatro em Marbach, su tierra, se trasladó a Weimar, en donde pasó los últimos años de su vida escribiendo como se le daba la gana.

Todos se cambia con el tiempo. Ahora la internet divulga las ideas, las noticias y las obras literarias con la rapidez  del relámpago. Notamos que a eso se agrega una voracidad de actualización de los dos lados: del autor y del lector. Muchas veces el nombre del autor viene omiso a propósito, para su proteción personal y política o por involuntaria omisión de quienes re-pasam los e-mails. De otro lado, la vastísima lista de recipientes viene también oculta para no servirse al abuso. Pero sí, se sirve del mismo. Como lectores se la pasamos ocupados en apagar los e-mails no solicitados, que vienen duplicados, triplicados y más que cuadruplicados. Ahora me siento en la obligación de citar aquí a Frei Beto otra vez, porque lo que él dice de la internet es chistoso y original:  "La internet provoca obesidad mental, tanta es la grasa que contiene". Yo le doy entera razón.

Algunos autores utilizan el programa de traducción de la internet para enviar sus versos o textos a un mayor número posible de lectores internacionales, sin saber que esas traducciones no dan siquiera una idea de sus originales. Otros envían informaciones y listas de sus home pages y blogs que requieren programas especiales para abrir y que sin eso no abren y congelam nuestros programas. Otros internautas repasadores mandan los textos que reciben, y se olvidan o cortan los nombres de los autores, haciéndonos creer que sean ellos quienes los escribieron. Por esas y otras razones creo que sea importante lanzar una ley de propiedad intelectual para la internet, esperando que los internautas la respeten. Más que eso, cuando un escritor cita a una obra de otro autor, aunque sea un párrafo o una frase, sea de un clásico, de un autor ya consagrado o de un principiante,  es su deber poner su nombre y darle el crédito merecido.
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