domingo, 21 de janeiro de 2018

BALADA DO ESQUECIMENTO


Francisco Miguel de Moura*
                 
       
Esquece, por enquanto o mundo não te conhece,
Não há razões para abraçá-lo com tanta força.

Esquece que nasceste como milhões por dia,
Esquece quem te amou perdidamente um instante,
Pra depois esquecer-te e dizer: “para sempre”.

Esquece que te quero, mas não sei até quando,
Esquece tudo que cantaste e que o outro chorou:
Lágrimas não valem nada, nem o rosto que molha.

Senta-te no batente de tua casa e vê nascer o sol,
Quando levanta quente e forte, com força e luz.

Senta-te à tarde e vê que ele se põe no horizonte
E, ao contrário da vinda, nem te viu... Ofuscou.

Mas não te esqueças da lua quando vem cheia
Apaga tua sonolência e depois enche-te os olhos...
Com a madrugada fria, quando pela primeira vez
Bebeste um gole de tristeza, de saudade e dor,
Por aquela que te disse: “Amo-te eternamente”!...
E depois desapareceu... Morta ou viva, que importa?

Não importa: O tempo não corroe, o tempo corre
E é sempre o mesmo que te assanha a cabeleira
E sibila ao teu ouvido: - “Esquece, esquece tudo,
             Que eu não volto mais”!...

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*francisco miguel de moura é poeta e prosador brasileiro, mora em teresina, mas, por via de estudo ou trabalho, já  morou no rio de janeiro, em salvador, itambé e picos.  atualmente mora na capital do piauí - teresina.

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

ANO NOVO -2018 (poema)

Francisco Miguel de Moura
Poeta e ficcionista brasileiro

Um poema de amor me amadurece
Para a colheita de novos sonhos,
Fruto do que sou diante de mim
Para o mundo que corre e se esfacela,
Pois sonhar é viver e conviver
E querer bem melhor, diante de si,
O amor de um coração que luz.

Ano Novo, sua graça é cada dia
Sem imitar nem esquecer passados
Dias nascituros do presente,
No tempo que nos impõe e não se acaba.

Ponha isto na sua árvore santa:
- Cabeça e peito, riso e cortesia,
O coração em taça ilimitada,
Dia a dia cantando sempre e sempre,
Amor e paz, em música e poesia. 

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sábado, 16 de dezembro de 2017

AS MUDANÇAS DO NATA L

Minha crônica de Natal - 2013
francisco miguel de moura


  Abriu-se a  janela:
No emaranhado de folhas
 um sol resplandece
regina ragazzi
    
            


              Machado de Assis termina um poema com esta chave de ouro: “Mudaria o Natal ou mudei eu?” É preciso meditar sobre isto. Todos nós mudamos. E a festa do nascimento da mais sábia, bela e doce pessoa que veio mundo – Jesus Cristo, o filho de Deus?  O fato histórico não mudou, o comportamento dos homens é que mudam com as circunstâncias do tempo. Sobre os natais de quando eu era criança, não vou falar: ninguém vai querer ler nem ouvir, quanto mais acreditar. 

Comecemos por hoje. Algo que me aborrece por esta época é o verbo “comprar”. Tudo vira propaganda, tevê, internete, lojas, carros de som nas ruas. Os “shoppings”, então!... Mostram o Papai Noel, a Árvore de Natal. São os símbolos.  Até as livrarias. Entrei numa delas, a melhor da cidade, e o que encontro bem de frente? Uma árvore de Natal formada por uma pilha de livros. Até aqui tudo bem, deveria ser muito interessante. Mas, depois de observá-la, não me convenceu de forma alguma. O título do livro, daqueles volumosos, 300/400 página, eram um só, e o autor um só. Não me demorei ao pé porque vi que se tratava de um tremendo “best seller” tipo americano, que certamente são romances de bruxas ou de vampiros – assuntos que enchem as prateleiras das lojas para iludir os tolos. Os tolos que eu digo são aqueles maus leitores que compram o livro exclusivamente pela propaganda da mídia. A mídia quer vender, ela não tem nenhum interesse em que os leitores, pensem, sintam, cresçam com histórias que têm lições de vida, de gente, de almas, quando não tratam de tempos passados e traçam a história com algumas descobertas empolgantes (no caso dos livros históricos). 

Se a pilha fosse de Bíblias, livros de proveito e exemplo para crianças e adolescentes, alguns clássicos antigos e modernos – que tantos há e ficam encalhados, escondidos nos lugares mais difíceis da loja, parece que para ninguém vê-los nem ter vontade de abrir e ler uma página sequer, seria louvável. Aponto livros de criança porque Natal é festa muito especial para crianças, festa de nascimento. 

E qual o nascimento que se comemora na data de 25 de dezembro?  De Jesus. Ele nasceu em Belém da Judéia e se tornou (ou já era?) a pessoa mais importante do mundo em que o Império Romano pagão dominava com suas guerras. Jesus viveu com seus pais em Nazaré, sua aldeia e aprendeu tudo com Maria e José. Ficou trabalhando com este, na oficina de carpinteiro, até os 12 anos. 

Registra o evangelista Lucas: “Seus pais iam todo ano a Jerusalém para a festa da Páscoa. Tendo ele atingido os doze anos, subiram a Jerusalém, seguindo o costume. Acabados os dias de festa, quando voltavam, ficou o menino Jesus em Jerusalém, sem que os seus pais percebessem (...) Três dias depois o acharam no Templo, sentado no meio dos doutores, ouvindo-os e os interrogando. Todos os que o ouviram estavam maravilhados da sabedoria de suas respostas”. 

Nem todo mundo é católico, mas não pode desconhecer a história edificante de Jesus, o quanto pregou aos povos do seu tempo. Sem ser revolucionário político, dizia “não vim revogar a lei de Moisés, mas apenas aperfeiçoá-la”. De suas pregações, o “Sermão da Montanha” é o mais conhecido pela sabedoria que encerra em poucas palavras. Sua revolução foi trazer à humanidade o mandamento do amor. Antes, com os judeus, tudo era na base do “dente por dente, olho por olho”. O papa Bento XVI, em seu livro sobre a “Infância de Jesus”, entre outras coisas, retifica que “Maria deu à luz a Jesus entre 7 e 6 anos antes de Cristo”. Daí trazer a revista VEJA, de 28 de novembro de 2012, uma reportagem com o título “JESUS NASCEU ANTES DE CRISTO”. Explique-se: a Era Cristã, o ano nº l, começa depois do nascimento de Jesus, em virtude da confusão do calendário gregoriano, feito vários séculos depois do nascimento de Jesus. A retificação leva em conta a tradição, os evangelhos e a conjugação destes com a estrela “supernova”, cuja explosão aconteceu coincidentemente com a visita dos magos do Oriente ao menino Jesus. 

Agora, a pergunta: - Por que não comemorar tão grande feito, o de Jesus, o seu nascimento, em lugar de colocar um tal de Papai Noel que vagueou pelas névoas da Rússia e adquiriu outros costumes e hábitos que não são os da nossa tradição oral e escrita, ocidental e bíblica?

Porque o materialismo alijou os sentimentos da alma, dominada por uma civilização global, descartável, em que tudo se troca pelo poder e pelo dinheiro, na qual parece ridículo ser religioso, acreditar em verdades eternas. Muitos que invocam, hoje, o nome de Deus, o fazem em vão. Sobre o amor, meu Deus, quem já não viu e ouviu tanta barbaridade, nestes tempos de idéias tão grosseiras, tão sem rumo?!  Os filósofos se foram, os poetas estão indo, e os santos?... Quantos são os santos? Sabemos quem são os pecadores: aqueles que não cantam o poder de Deus e da Natureza, que não pensam numa eternidade, numa vida diferente depois da morte. E por isto abraçam a guerra, as orgias, os vícios desde os mais simples aos mais torpes. Não têm nem um pouco de humanidade. Quem quer saber de uma comemoração bem comportada do Natal?  O Natal histórico e religioso não mudou, repito. 

Começamos com Machado e com ele terminaremos a nossa crônica. Esse grande escritor, no leito de morte, olhando uma nesga de céu pela janela ciciou para seu melhor amigo e confidente: “A vida é boa”.  Deus, sendo como é a fonte da vida deve tê-lo perdoado.  A nostalgia do homem é não ser Deus. Mas somos um pedaçom de Deus, somos filhos de Deus, irmãos de Jesus, seu filho querido e escolhido para vir salvar o mundo, com a pregação do amor. Natal é amor. Não é troca. Portanto, a melhor atitude diante do Natal é saudar o próximo, os visinhos, a família e comungar a vida, a natureza e a sociedade humana, mirando-se na sabedoria e santidade de Jesus.
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*Francisco Miguel de Moura, poeta e cronista brasileiro, mora em Teresina - Piauí e envia votos de Feliz Natal e Próspero 2013, com abraços a todos os seus leitores.

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

A FLOR, AS FLORES

Francisco Miguel de Moura*

Face em ângulos e triângulos,
ocultas, não cansa de mostrar-se,
encantada em curvas de espírito e luz.

Por que, enfim, nasceu pétalas,
entrâncias e reentrâncias,
lagos, luas, protuberâncias,
se o futuro está distante?

Sóis iluminam suas formas:
pistilos, talos e raízes.
Cada raio de sol dá força
tão estranha e incomum!
Dia avante, passo-mágico,
mais estrelas para a noite
vertical. Vem plácido o dia.

Cabelos d’ouro ou de carmim,
do preto até um branco sem fim.
Perfume abelhudo, vôo-borboleta,
tudo esplende entre você e mim.
Uma cicia a outra, conversando:
Você já sentiu alguma dor?
Jamais! Nem quando nasci.

Ai, dores dos mortais de carne e osso,
areia e pedra e vento e ar! Nada podemos
do presente, só olhar. O futuro está em nós.

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*Francisco Miguel de Moura, poeta brasileiro.

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

DESTEORIA DO POEMA

Francisco Miguel de Moura*


                    Objeto, clareza, autobiografia?
                    Jogue fora, é matéria sem graça...
Comece pelo começo ou pelo meio:
Luz sem espaço, a massa do vento...
Adjetivos, um-por-um, risque-os,
Cale a musa ante a feira-beleza.

Se conseguir um verso na linha dois,
Ainda não é o poema, é um dueto
Donde seres desprendem pensamentos,
Pano sem fundos, cheio de remendos...

Se da linha do lápis ressurge um borrão!
Heureca! O borrão pode ser o começo.
Vomite suas palavras sobre feridas
Triturando-as, antes, uma-por-uma,
Num pilão-fundo com moscas e areia,
Dê uma volta com o “feito” na mão.
Quem for passando dirá: “É um doido”!
E seja um doido, porém de palavras.

Mas se lhe descer a bruxa-inspiração,
Desista. Vista uma calça ou bermudão
E vá pescar num rio sem água,
Com tarrafa sem linha e anzol sem pontas,
Do pingo do sol do meio-dia à noite.
Se voltar, mais um dia você merece:
Vai ser citado num verso pelo avesso
Até o próximo dia, com sal a gosto.

Eis a dificuldade de fechar o poema,
Como acontece com o fim da vida:
Tudo o que era seu ficou decomposto.

                                                 (Do livro inédito "Poemas imperfeitos"
______________

Francisco Miguel de Moura, brasileiro, poeta e prosador, não cansa nem descansa, é um velho-novo poeta.

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

O COMUNISTA ESTÁ NU

Para eles, é preciso neutralizar o que veem trincheiras burguesas: Judiciário, Forças Armadas, Igreja e, não menos importante, a família”.
Flávio Rocha*

A Revolução Bolchevique, às vésperas de seu centenário, pôs em prática pela primeira vez um método direto e efetivo de tomada de poder pelos comunistas. Em 1917, uma elite dirigente foi a ponta de lança de um movimento que, usando primeiro a força e mais tarde o terror, ditou os rumos da antiga Rússia pelas décadas seguintes, até o regime desmoronar, no início dos anos 90, sob o peso da sua ineficiência, injustiça e isolamento.
Os comunistas aprenderam, com o fracasso da primeira experiência real de socialismo, a como não fazer uma revolução. Hoje em dia está ultrapassado o conceito de uma vanguarda partidária que age em nome do povo.
Em seu lugar, o movimento comunista vem construindo um caminho que, embora sinuoso, leva ao mesmo destino: a ditadura do proletariado exaltada pelo marxismo. Ao contrário dos bolcheviques, que enfrentavam inimigos de peito aberto, os comunistas autuais são sibilinos e ardilosos. Aprenderam com o filósofo italiano italiano Antônio Gramsci (1891 – 1937) a combater o capitalismo pelos flancos mais sensíveis.
Para eles, os valores do regime são protegidos em trincheiras burguesas. A mais visadas são Judiciário, Forças Armadas, partidos ditos conservadores, aparelho policial, Igreja e, por último mas não menos importante, a família.
Nas últimas semanas assistimos mais um capítulo dessa revolução tão dissimulada e subliminar quanto insidiosa. Duas exposições de arte estiveram no centro das atenções da mídia ao promoverem o contato de crianças com quadros eróticos e a exibição de um corpo nu, tudo inadequado para a faixa etária.
Não me interessa aqui discutir eventuais méritos artísticos. Não vou também fazer a crítica moralmente conservadora. Meu respeito pela diversidade não se resume a palavras: a Riachuelo é a empresa que, proporcionalmente, mais emprega transgêneros no país e a primeira a permitir que as pessoas sejam identificadas, no crachá, pelo nome social que escolheram.
A questão não é essa. Se venho a público, expondo à patrulha ideológica infiltrada nos meios de comunicação, é para denunciar tais iniciativas como parte de um plano urdido nas esferas mais sofisticadas do esquerdismo – ameaça que, não se enganem, é tão mais real quanto elusivas. Exposições são só um exemplo. Há muitos outros: associação de capitalismo e picaretagem na dramaturgia da TV: glorificação da bandidagem glamorosa, vitimização lúmpen descamisado das cracolândias: certo discurso politicamente correto nas escolas. São todos tópicos da mesma cartilha, que visa à hegemonia cultural como meio de chegar ao comunismo. Ante tal estratégia, Lênin e companhia parecem um tanto ingênuos. À imensa maioria dos brasileiros que não compactua com ditaduras de qualquer cor, resta zelar pelo valores de nossa sociedade.
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* FLÁVIO ROCHA é presidente da Riachuelo e vice-presidente do IDV (Instituto para o Desenvolvimento do Varejo)

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

IDEOLOGIA DE GÊNEROS, O QUE É ISTO?

Francisco Miguel de Moura, escritor e poeta. 
Membro da Academia Piauiense de Letras

Quando li a machete no jornal, fiquei assustado: ‘O xente!’ Ideologia de gênios? Mas gênios não têm ideologias. A ideologia de gênios está somente na observação seja da natureza, seja do já criado pelo homem, para daí descobrir coisas novas e interessantes para o homem na terra e a prosperidade da sociedade que compartilha.
Mas, não! Havia me enganado. Perdão, leitores! O que estava escrito era “IDEOLOGIA DE GÊNEROS”, uma tal de modernidade que não tem valor científico nenhum. Não serve à humanidade. Trata-se de ensinar na escola pública (e se puder também estender para a particular) a ideia estúpida de que não nascemos menino ou menina, nascemos como se não houvesse sexo, o que não é verdadeiro nem científico: é uma criação maléfica, nua e crua. Dizer que é uma estupidez de quem prega isto e ainda estende para a sociedade, o estado, é mais do que absurdo: é uma aberração.
A “feminista” Glória Steinem queixa-se da “falsa divisão da natureza humana em feminino e masculino”(sic). E a escritora francesa Simone de Beauvoir pensou a gravidez como “limitadora da autonomia feminina, porque, alegadamente, a gravidez cria laços biológicos entre a mulher e as crianças e por isso, cria o papel de gênero”. Mas esse pensamento já deriva do anterior, de seu (marido?), o filósofo Jean-Paul Sartre, que pregava, diferente dos filósofos da época, mesmo os existencialistas Albert Camus e o próprio criador inconsciente do existencialismo, Dostoiévsky, o grande romancista russo, inigualável até agora, no mundo. Para fim de conversa, o filósofo atual, Augusto Cury, de todos nós conhecidos, contesta a filosofia de Sartre, pois acha “ingênua e romântica”.
Agora ouçamos a socióloga alemã Gabriele Kuby, sobre a Ideologia de Gênero: “É a mais radical rebelião contra Deus que é possível. O ser humano não aceita que é criado homem e mulher, por isto a tal ideologia é a mais radical contra a Natureza, contra a Razão, contra a Ciência! É a perversão final do individualismo: rouba ao ser humano o que lhe resta da sua identidade, ou seja, o de ser homem ou mulher, depois de se ter perdido a fé, a família e a nação”. (..) É uma ideologia diabólica: embora toda a gente tenha uma noção intuitiva de que se trata de uma mentira, a Ideologia de Gênero pode capturar o senso-comum e tornar-se uma ideologia dominante no nosso tempo”. Que Deus nos livre a todos!
Todas essas ideologiazinhas que são importadas pelos países colonizados e pobres como o Brasil, os quais não conseguem sair do populismo e – que dá no anarquismo e socialismo et caterva, quando não num comunismo de pobres como o dos países africanos, asiáticos e americanos – vide Cuba – de onde há muito tempo já desapareceram porque eram falsas, criadas por gente que sofrera numa guerra ou noutra, num deportação ou noutra – e, por acaso, foram tornando-se escritores e filósofos. Todos e todas – aqui, sim, vale o pleonasmo – já desapareceram no mapa do saber contemporâneo, todo baseado na pesquisa e na observação, do mundo e dos mundos.
A dita ideologia de gêneros, ao que parece, foi trazida por anarquistas e comunistas de países que progrediram para a democracia, e já não suportam mais tanta idiotice, como França, Alemanha, Inglaterra, Suécia, entre outros. Também, ao que me parece não existe no Japão e na China, que já consideramos o espelho de desenvolvimento e capacidade de progredir sem agredir nem vizinhos, nem sua própria sociedade. É um desejo desses maus ideólogos para acomodar aqueles que não são regulamente nem machos nem fêmeas, formando assim um treceiro sexo. A ciência até hoje não conseguiu uma explicação genética para esses transtornos sexuais, como para muitos outros de outra natureza. Porque, por mais que se queira dizer diferente – sexo vem da cabeça, assim quaisquer manifestações do corpo humano. Então o que se pode dizer é que nada que for ideado por ideologias será verdadeiro, se não for aprovado pela ciência. Vivemos a era das ciências. As ideologias passaram.
Alguém pode levantar-se e dizer que já na Grécia e em Roma existia um terceiro sexo. Mas é fato que aquelas civilizações faleceram, caíram de podres pela decomposição moral dos seus dirigentes e da plebe – que não tinha outro caminho.
Se temos que acreditar em mais alguma coisa – e temos certamente – apelamos para a história, quanto mais antiga melhor. A principal é a da criação do mundo, descrito por Moisés, nos seus sonhos reunidos em cinco livros da Bíblia – o Pentateuco. Segundo essa história sagrada, jamais contestada totalmente, Deus resolveu criar o Homem como “sua imagem e semelhança”. E o fez. Depois, sentindo que ele estava só e triste, criou a mulher, Eva, entregando ao casal o Éden, o paraíso aqui na terra. E disse que tomassem conta e produzissem filhos e filhas. Não consta que dessa família tenha saído algum anômalo sexualmente, ou seja, diferente dos demais.
Em Dezembro de 2012, o Papa Bento VI referiu, num discurso à Cúria Romana, que o uso do termo “gênero” pressupõe, o seguinte: “As pessoas que promovem essa ideologia de gênero colocam em causa a ideia segundo a qual têm uma natureza que lhe é dada pela identidade corporal que serve como elemento definidor do ser humano. Elas negam a sua natureza e decidem que não é algo que lhes foi previamente dado, mas antes que é algo que eles próprios podem construir (…) A Ideologia de Gênero é uma moda muito negativa para a Humanidade, embora se disfarce com bons sentimentos e em nome de um alegado progresso, alegados direitos, ou em um alegado humanismo”. Mas a Igreja Católica reafirma a sua concordância em relação à dignidade e à beleza do casamento como uma expressão da aliança fiel e generosa entre uma mulher e um homem: “RECUSA E REFUTA AS FILOSOFIAS DE GÊNERO, PORQUE A RECIPROCIDADE ENTRE O HOMEM E A MULHER É A EXPRESSÃO DA BELEZA DA NATUREZA PRETENDIDA PELO CRIADOR”.
 Na nossa humildade, acreditamos que tal ideologia, enfraquece a mulher. Em suma, lembrando o que já diziam os antigos: Quando o homem quiser saber mais do que Deus, o mundo deve estar no fim. É o Apocalipse.

domingo, 8 de outubro de 2017

MEUS SONHOS DE AMOR


Francisco Miguel de Moura*


Os meus sonhos de amor são todos meus:
Loucuras que vivi na juventude.
Se me embalo na rede quando deito, 
Sinto o sabor daqueles doces frutos.

Ventos varendo as ruas...Musicais
Folhas beijavam as portas e janelas.
Som de passos… E os toques na portada,
Mesmo de olhos fechados, vejo a tela,

Da paisagem, as quedas e as cachoeiras
onde banhos frequentes nos cobriam
de água fresca em musical sem eiras

Nem beiras, salvo em nossos corpos lisos.
A fogueira do amor bordando as águas,
Que hoje são águas turvas, pesadelos!...

____________
*Francisco Miguel de Moura, escritor e poeta brasileiro, autor deste poema. Mora no Piauí-BR
                                                         The. Out/2017         
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