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terça-feira, 3 de outubro de 2017

COM AMOR, A VIDA VALE A PENA

Francisco Miguel de Moura*

O homem se preocupa mais com as vaidades, as ninharias, as coisas vãs do que com o essencial. Principalmente a população de hoje. Comecemos pelos poderosos, os governos do mundo. Não, não estão nem um pouco interessados se o mundo vai ficar insuportável para seus filhos e netos, para toda a população no globo, em breve futuro. Fazem conferências em torno do assunto “diminuir a poluição na Terra, mas, no fundo estão pensando é em quanto iriam perder se fossem gastar com o problema o quanto vão deixar de ganhar se não ficarem quietos. As conferências, os acordos, os tratados que fiquem no papel. Depois voltarão a eles, quem sabe, quado já não houver mais condição de superar o mal que estão fazendo a todos os homens.

Donald Trump de um lado, nos Estados, e aquele ditador amarelo da Coreia do Norte dia a dia medem forças com armas de imensa destruição.

A Igreja Católica prega o amor, o Papa Francisco tem sido uma fortaleza, uma resistência incrível com relação a necessidade de pregar o amor e a paz entre os homens. Outras religiões fazem o mesmo, enquanto os terroristas do Irã, da Síria e de muitos outros países do Oriente, especialmente aqueles que pregam a religião de Moamé, de forma totalmente retorcida, distanciada do que está no Al Corão e do que Moamé ensinou. Eles desprezam a vida na terra, deles e dos demais seres humanos, querem acabar com tudo quanto existe, para recomeçar como?
Não há recomeço sem o amor fraterno, todas as formas de amor ao bem e à justiça e à paz, como Moisés deixou, a mando de Jeová, escrito nas Tábuas da Lei: São apenas dois mandamentos: 1) Amar a Deus sobre todas as coisas; 2) Amar o próximo como a si mesmo. É pronto.

Partindo daí, qualquer violência que se cometa sobre as coisas, sobre os outros, sobre os objetos, sobre o essencial e não essência (as vaidades) é pecado, é erro. Nada deve ser permitido pela lei dos homens que contrarie essas regras maiores, divinas. Há um versículo na Bíblia que reza: “Ó poderosos, até quando tereis o coração endurecido, no amor das vaidades e na busca da mentira?”(Salmo de David, Cap.4, versículo 3).
Estamos nas generalidades, mas podemos descer à vida comum: Quantos sertanejos morrerm e deixam sua propriedade e suas plantações torrarem ao sol da seca? Todos os dias vemos pela internet, mas ninguém se escandaliza, parece coisa comum. Quantos não assistem horrizados com os ventos, os furações e movimentos da terra e da água, acabando com tudo quanto encontram pela frente?

Os cientistas dizem que o nosso planeta a cada ano fica mais quente. Mas vêm outros do contra e informam que são medições erradas, que não é nada disto. Querem porque querem iludir a população com a peça. Há mesmo um dito que aponta: “Quem me avisa, meu amigo é”.

Noutros setores como a família, a escola, a saúde e a segurança, já virou uma bagunça geral no mundo inteiro. Não pensemos que é só no Brasil. Esgotos, fogueiras, poluição pelas máquinas e automóveis etc. E ninguém se preocupa, ao contrário querem gozar a vida estupidamente, com mil e umas estrovengas dizendo que são invenções que vão melhorar o mundo e tá, tá,tá... Sabemos que já existem maneiras de captar energia limpa do sol e dos ventos, sabemos que já há como produzir transportes movidos à eletricidade. Sabemos que não há necessidade de usinas nem bombas atômicas ou outras superiores. Mas, em que pensam os políticos?

Bem, é um parágrafo longo. Só pensam em poder e riqueza, e a riqueza mais fácil é a que não custa o seu próprio esforço: basta apoderar-se do poder (deixo assim mesmo com o pleonasmo para que fique mais evidente). A riqueza que seria do povo, pois o povo é quem paga para ter seus governos gerindo a coisa pública. Mas eles, governantes, políticos, potentados, empresários de alto porte, na sua ânsia tornam-se ditadores, valendo-se de doutrinas e filosofias das mais estranhas. A gente pensa que os ditadores só florescem nos países mais pobres. Não é não. Muitas vezes onde a imprensa e a mídia nos dizem que a Rússia, a China e outros são democracias. Mentem, enganam. Noutros mais civilizados, onde o parlamentarismo faz suas manobras, aparecem de democratas, mas não fazem nada. Os horrores que estão acontecendo na França, Inglaterra, Alemanha, Itália são provas de que os democratas não estão preocupados com o essencial que é a segurança do povo, mas aparecem de bonzinhos aos olhos do bons e dos maus governantes de outros países. Isto pode ser deduzido quando se toma conhecimento de uma Síria em guerra com eles mesmos ( guerra civil) e com as grandes potências que sustentam aquela guerra.

Qual é a falta maior do mundo?

São muitas, mas o amor é a principal. O amor vence tudo. A falta de amor derrota o mundo e os seus habitantes em desalinho com ele.

A ciência soberba dos que pesquisam o espaço exterior da terra, os planetas e demais astros, acredita (ou diz acreditar) que há outros Édens por aí distantes, e que não é impossível chegar lá: com água e alimento para uma nova civilização, e que começará quando a Terra estiver totalmente destruída.

Duvido muito dessas afirmações mirabolantes sobre outros paraísos com as mesmas características da Terra. Não os há. Mesmo que houvesse algum, seria impossível nos transportarmos para lá e lá nos adaptarmos. O amor deve ser praticado aqui na Terra. Tudo mais são vaidades: “Vaidade das vaidades, tudo é vaidade”! Enquanto o Éden que Deus nos deu é destruído paulatimente, sofremos.

Deus não seria justo com tantos que estão a morrer de fome, doença, praga, poluição, câncer, depressão, sede, suicídio, enquanto aqueles aquinhoados com o sonho de novo Éden ganhariam toda a glória dos maiorais do Universo.

Maioral do Universo é Deus, o céu é um lugar para os bons. E o resto é o resto. Não estou julgando, apenas proclamando minha fé.
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*Francisco Miguel de Moura, poeta, escritor, membro da Academia Piauiense de Letras - Teresina - PI

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

OBRA IMPORTANTE: TESE DA PROFESSORA CRISTIANE PINHEIRO

Francisco Miguel de Moura*. 

Há alguns meses recebi um volumoso livro, ainda apenas digitado, mas já no ponto de ser editado. Trata-se de uma obra do maior interesse para o Piauí. É a tese da Professora. Cristiane Feitosa Pinheiro, Professora Titular no Campus da Universidade Federal de Picos. Título de sua tese de doutorado, prestada oralmente aqui em Teresina, diante do corpo de professores da Reitoria da Universidade Federal do Piauí, doutores daqui e de outros Estados. Nome da tese que doutorou a Professora. Cristiano Feitosa Pinheiro: “ENTRE O GIZ E A VIOLA: PRÁTICAS EDUCATIVAS DO MESTRE-ESCOLA MIGUEL GUARANI NO VALE DO RIO GUARIBAS(1938-1971)”.

Esta, sim, é uma obra de peso e medida. A Universidade já deveria estar se preparando, se é que não começou, a publicá-la para, inclusive, melhorar suas publicações de teses, às vezes sem muito conteúdo,outras enviesadas para o lado de teorias e dogmatismos estranhos e desnecessários ao nosso meio.
Mas o que acontece com a tese de doutorado da Professora. Cristiane Pinheiro é bem diferente: Trata do problema educacional no Piauí exatamente com foi no interior do Estado e como, certamente, ainda continua problemática, quando miseravelmente pouco atacado pelas autoridades e quando assim, de forma distorcida, sem observar o passado.

O passado nos ensina.

Um simples mestre-escola do interior de Picos, mais precisamente do Vale do Guaribas e de seu afluente, o Riachão, trouxe à baila seu grande trabalho em favor das populações daquele interior esquecido, depois desassistido. Miguel Borges de Moura (Guarani) na verdade era bastante conhecido em todo aquele interiorizarão, pois era como que um faz de tudo, desde que para servir os seus conterrâneos e os seus filhos, livrando-os do analfabetismo e indo muito além, pois lecionava o que seria equivalente ao Exame de Admissão ao Ginásio (que ainda não existia no grande burgo – a cidade de Picos). Matéria que ensinava: Português, Aritmética, Geografia, História Geral e do Brasil, além de rudimentos de Ciências.

Quando, no final do século XIX, iniciei a pesquisa sobre Mestre Miguel Guarani, meu pai, ele já não era vivo (faleceu em 07-08-1971). Mas trabalhou incansavelmente até o falecimento, ensinando às crianças, adolescentes e adultos, aquelas matérias e mais: as regras do bem viver, como se chamava a moral e a conduta das pessoas na sociedade, pois ele lecionava também religião. Minha pesquisa durou desde o tempo do seu falecimento até o finalzinho daquele século. Somente em 2005 foi possível publicar o livro de minhas pesquisas e memórias sobre ele, com o título nada pomposo – apenas explicativo: “Miguel Guarani – Mestre e Violeiro”.

Não falei ainda da aquisição desse saber de Mestre Miguel sobre a poesia popular e as cantorias tão comuns no Nordeste. No começo fazia cantorias somente acompanhado, ou melhor, combatendo outro cantador, em versos excelentes perfeitamente improvisados. Foi nessa época que impressionado com o que meu pai fazia, da forma como fazia e gradeza dos seus gestos como Mestre. Ouvindo sua primeira cantoria (depois ouvi muitas), tornei-me realmente seu fã mais do que já era e comecei a entender quão grande era sua inteligência e generosidade, pois não trabalhava por dinheiro,o que ganhava era suficiente (para ser otimista), suficiente para sustentar a família em suas necessidades essenciais. E o que ganhava um Mestre Escola? Melhor nem falar e sentir como o professor nunca foi aquinhoado como devia pelo seu duro trabalho. Professor é um abnegado, que se sacrifica sem saber porquê. Ou melhor, sabe? É bem bem da comunidade sem esperar recompensa.

Poderia falar muito mais do que está no livro que escrevi e mencionei acima, mas acho desnecessário, visto que a Professora Cristiane Pinheiro fez uma pesquisa das mais profundas sobre o assunto, que colocou na tese, entrevistando pessoas que hoje estudam, trabalham ou são professores da Universidade.

Colocando aqui um trecho de sua dissertação, acho que não cometo nenhum pecado, mesmo sem a permissão dela, a autora, grande autora, grande criadora, grande mestra:

“Mestre Miguel de Moura adquiriu na experiência da sala de aula – casas, fazendas, povoados- as estratégias necessárias para exercer o ofício de mestre, fortalecer as raízes da profissão docente em Picos e adquirir respeito na sociedade em que estava inserido.

Diante de todo o cenário apresentado, resta perguntar: Como se deu o processo de formação e atuação do meste-escola Miguel Borges de Moura, nas comunidades rurais picoenses, através das veias líquidas do Guaribas?”

A resposta que faz, como estratégia, está toda, e com minudências, no livro tese da Professora Cristiane Feitosa Pinheiro, de 281 páginas. Quando iremos lê-lo em todo o seu teor, em livro publicado pela Universidade Federal do Piauí? Ela, a Universidade, tem o dever de tornar esta tese pública, não apenas pela internet, mas também como livro de papel, para servir de modelo à demais que então se fazem. Sim servir de modelo, sem nenhum desdouro.

Quanto a mim, cabe agradecer penhoradamente o presente que ela me fez e à Educação Piauiense/Picoense, louvando-se, em grande parte, nas obras “Miguel Guarani, Mestre e Violeiro” e “O Menino quase Perdido”, ambos de minha autoria. Mais no primeiro que no segundo, que é apenas um complemento do que eu havia começado a pesquisar e contar.

É claro que a Professora Cristiane Pinheiro presta um inestimável serviço à História da Educação do Piauí, quiçá do Brasil, pois ambas se confundem no que denominada História. Só o futuro reconhecerá.

Não importa. Importante é fazer o que se tem de fazer e fazê-lo bem-feito, para o conhecimento das futuras gerações de estudantes e professores. É isto que acabamos de pincelar sobre o trabalho da Professora Cristiane Pinheiro, da Universidade Federal do Piauí, servindo no Campus de Picos.
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*Escritor, membro da Academia Piauiense de Letras, membro da Academia Piauiense de Letras (APL) e da Academia de Letras da Região de Picos (ALERP)

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

PREFÁCIO AO NOVO LIVRO DE JOSÉ SOLON DE SOUSA

Francisco Miguel de Moura, escritor brasileiro, membro da ALERP e da APL

     O novo livro do poeta Solon de Sousa tem nome esquisito: “Carissimidades/ Poesia Cem”. Somente os poetas entendem os poetas e, como prefaciador, não devo explicar nada à maioria dos leitores. Prefaciador não devo explicar nada a ninguém, nem mesmo ao autor. O que o poeta diz ou escreve tem sua linguagem cifrada em poesia e poesia não se explica. Lemos, interpretamos como queremos ou podemos. Assim, ninguém perguntaria ao poeta: - O que é que você quer com isto? Essa pergunta seria uma ofensa a qualquer autor. E o prefácio significa uma apresentação do livro, do seu autor, e tal como o prefaciador entendeu ser necessário e bom para os leitores. Numa apresentação não se faz críticas. Tece-se elogio ou não se faz. Como poderia recursar uma apreciação à poesia de Solon, se já fiz o mesmo no primeiro livro, que achei muito bom como estreia?
Feito este exórdio, passemos ao que interessa. Já li o amigo José Solon de Sousa em seu primeiro livro como disse. Depois li outro livro de sua autoria, em prosa, denominado “Você é meu orgulho”. É um cidadão de caráter, probo e competente médico, natural de Jaicós-PI. Mas hoje tem também endereço em Picos. Excelente amigo, não tem apego a dinheiro, gosta muito de música e compõe composições populares, estilo atualmente em vigor na mídia brasileira. Como médico, conhece profundamente sua profissão. Na literatura, o que ele deseja expressar é sua alma, por dispor de tempo e por motivos vários de sua vida, o que não fez antes por falta de espaço e tempo somente ocupados nos estudos e no trabalho. Literatura serve também para isto. E isto ele o faz muito bem. Seus ritmos são singulares, letras com rimas comuns, mas algumas vezes aparecem metáforas não usuais. Assim, não somente o nome do livro é esquisito: assim parece o autor e sua poesia. E qual o poeta que não é esquisito?

        É necessário que o leiamos com cuidado, carinho e amor. O poeta merece.

       Entretanto, eu recomendaria aos leitores sobretudo os poemas curtos sobre problemas humanos e científicas que, muitas vezes parecem descritivos, mas se assim o são é por necessidade de um vocabulário que nem todo leitor comum tem. Nem mesmo os poetas como este prefaciador, que nada sabe de ciências. Outro tipo de poemas que vejo com muito bons olhos são aqueles que tratam do campo, da roça, das árvores, das lagoas e riachos e dos passarinhos, quando, com alegria, o rancho de sua propriedade animam. Citarei o título de alguns: “Histórias Viva”, “Andropausa”, “Amor amor”, “Ainda bem”, “Voltarás” e “Viveiro,” entre outros. Uns biográficos, outros científicos (misturados com poesia em contradições e metáforas) e os políticos. Não gosto de política em poesia, porque a política da poesia é a forma, o ritmo, linguagem figurada (que fica bem distante da linguagem comum). Mas daí vem a contradição ao poeta: Como ser popular, sem o vocabulário do povo?

           Por que falar tanto no livro e no poeta e não mostrá-lo?
Eis aqui um dos seus poemas que apresenta a maior originalidade, um modo comum de os poetas começarem suas obras, dizendo a que vêm e como são:
“Quem vai querer? / Uma casa onde tem poesia /tem luxo. / Não que seja uma casa cara / É uma casa caríssima. //Caríssimos poetas / Caríssima é a poesia! / Carríssimas virtudes / Caríssimos colegas.// Uma casa onde impera outras casas caras /Não tem luxo / Tem ostentação. / É uma casa cara. //Sem carissimidades…/ / Poesia Cem É a minha cara! / Quem vai querer? // Sem forma / Sem estrutura / Sem endereço // Sem id /Ou revide.// Sem pé/ Nem cabeça. /Sem Nada. // Contudo // Isso // Ilhéu imaginário. //Em número // Ilhéu imaginário // Em número de cem // Original / Estilo: // Solon Reis Jacob”.

É seu estilo no livro todo, o qual explica sua poética, seu modo de fazer. Observemos que já o grande poeta Fernando Pessoa inventou vários poetas (heterônimos famosos) em si mesmo para poder expressar bem o que era e o que podia não ser. O grande dramaturgo inglês Shakespeare escreveu: “Eu não sou quem eu pareço ser”. Por essas palavras, sabe-se que a vida só não basta, precisa-se da literatura, do teatro ou de outra arte que nos expresse. Quem seriamos nós sem a palavra? Nos dias de hoje, nós, poetas, nos sentimos frustrados porque não somos considerados gente, porém animais estranhos do tempo dos dinossauros, que foram resistindo, com resiliência, alguns escapando pelo fio da música ou do teatro. Mas nos conformamos em saber que a poesia vem primeiro, vem sempre e chega sempre.

        Voltando um pouco à poética de Solon de Sousa, ninguém se espante porque ele repete as palavras, brinca com elas. A repetição é um bom recurso da poesia. Veja a música, repete-se e desrepete-se. O mesmo truque da rima vem junto, completa. Não importa o descritivo para a música ou para a poesia: o importante é que contenha mistério (ou mistérios), pois somente nas almas eles são captáveis. Poesia é alma, é espírito feito carne em palavras. Digo sem querer repetir algo da Bíblia, todos somos a semelhança do espírito de Deus. Solon, poeta, Deus o abençoe. Os poetas são deuses.
Parabéns, Solon! Parabéns, Jaicós! Parabéns, Picos!
                                                                                 ______
                                                                                           Teresina, Piauí, 8 set. 2017

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

“TUDO ESTÁ DOMINADO”, ENFIM ELES ESTÃO CERTOS

Francisco Miguel de Moura* 

Tem horas em que a gente sente um desânimo, sentimento provindo da consciência de que nada que se faça terá valor. Nós, escritores, jornalistas, pensadores, poetas e críticos de arte e da sociedade, ficamos como animal no campo para não se esconder no mato: peados. Nada, enfim, que se faça poderá nos libertar do padrão de conhecimento de tudo que se passa às nossas ventas. A falta de disposição em aproximar-se da situação é tanta! Ficamos só a imaginar o que é, o que foi e como será o nosso futuro Brasil, especialmente se relacionarmos com os grandes e mais civilizados países do mundo.
O grande modelo dos políticos que aí estão - e eles impõem pelos meios que têm, e são muitos, especialmente pela educação cheia de teorias estranhas a tudo que temos, que fomos, que somos e ao que poderíamos chegar. Os alunos são desinteressados, os professores incompetentes, uns por sua condição de subdesenvolvidos a partir da família e outros, pelo mincho salário, pouca preparação que tiveram e, finalmente, pela falta de estrutura das escolas – física e intelectual – que entregam para guiar os que a procuram, escondendo dos pais a filosofia do ensino a que se apegam. E muitos desses alunos, muitas vezes entram apenas para comer a merenda escolar e outros até e apenas para passar o tempo.
Nessas condições, que povo nós esperaríamos ter para construir e reconstruir esta nação? Que homens, que cidadãos, mal alimentados, mal instruídos, mas acomodados, muitas vezes morando em choças que mais parecem casas de bichos, casas de ratos, quando não debaixo das pontes! E são eles que vão fazer e estão fazendo (ou desfazendo) o país dos Andradas, o país de Tiradentes, o país… (Hoje ninguém mais quer saber da história da pátria, hoje ninguém tem pátria, poucos têm caráter, e o resto, nenhum.
E se pensarmos na frase “Grande povo, grande povo!”, da avaliação de D. Pedro II, ao lado de “O melhor que o Brasil possui é o seu povo”, de um escritor contemporâneo, cujo nome não me vem à lembrança – cujo esquecimento me faz muito bem, para evitar o nojo que tenho dele e de sua frase. Ou num povo que se vende por um pequeno favor ou mesmo pela esmola de um benefício chamado “bolsa-família”? Ou por dinheiro vivo (muitas vezes tirado dos cofres nação, por meio da corrupção, maior durante as campanhas eleitorais até o dia da eleição? Sinto que não tenho verbo suficiente para convencer ninguém, a respeito disto, falando ou escrevendo, como disse no início. Mas convido meus quatro ou cinco leitores a lermos algumas frases que encontrei no livro do filósofo brasileiro, contemporâneo, Olavo de Carvalho, conforme está na obra muito bem denominada de “O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota”:
“Se me perguntarem quais são os problemas essenciais do Brasil, responderei sem a menor dificuldade:
1) A matança de brasileiros, entre 40 a 50 mil por ano (estimativa por baixo,se pensamos nos 100 policiais mortos, somente este ano, no desmantelamento das favelas e ninhos das drogas, e essa matança está disseminada em todo o Brasil).
2) O consumo de drogas, que aumenta mais do que em qualquer país vizinho, e que alguns celerados pretendem aumentar ainda mais mediante a liberação do narcotráfico .
3) A absoluta ausência de educação num país cujos estudantes tiram sempre os últimos lugares nos testes internacionais, concorrendo com crianças de nações bem mais pobres, num país, mais ainda, onde se aceita como Ministro da Educação um sujeito que não aprendeu a soletrar a palavra ‘CABEÇALHO’ porque jamais teve cabeça, e onde se entende que a maior urgência do sistema é ensinar ás crianças as delícias da ‘SODOMIA’ - sem dúvida uma solução prática para estudantes e professores, já que o exercício dessa atividade não requer conhecimentos de português, de matemática, ou de coisa nenhuma exceto a localização aproximada das partes anatômicas envolvidas”. São oito pontos que Olavo de Carvalho alinha nesse capítulo denominado UMA GERAÇÃO DE PREDADORES, extraído de seu artigo publicado em 3-6-2011, no Diário do Comércio. Não sei se teria condições nem tempo de copiá-los todos.

           Então, daqui para frente, vou apenas tentar fazer o resumo dos restantes, em poucas linhas: a) A falta cada vez maior de mão de obra qualificada,nível superior, cuja mão de obra tem vindo de outras país para suprir a nossa falta. b) A dívida monstruosa acumulada por um governo criminoso que, assim, estrangula de vez as gerações vindouras e o futuro do seu país. c) A completa impossibilidade da existir a concorrência democrática, com eleições limpas e dentro dos princípios constitucionais, pois que com a cumplicidade dos ricos, cuja fortuna não se sabe onde começa nem onde acaba. Certamente na corrupção do poder público, em todos os níveis: federal, estadual, municipal, abraçando o executivo, o legislativo e o judiciário. d) A debilitação alarmante da soberania nacional, por um bom tempo condenada a morte pela burocracia internacional e pelo cerco continental do Foro de São Paulo, até algum tempo desconhecido da maioria dos brasileiros – este uma força dos partidos populistas chamados de sociais como o PT, o PC cubano e o do ditador e tirano da Venezuela. e) A destruição completa da alta cultura, num estado debilitado, quase catastrófico, de favelização intelectual, parte saindo da universidade, onde qualquer pessoa, a qualquer título, faz sua tese sem nenhum valor em essência, simplesmente porque os seus mestres também receberam esta herança de cerca de anos e foram rolando, rolando, até qualquer “tesesinha” parecer alta sabedoria quando não passa de enrolação para obter um título. Parte dessa destruição cabe aos donos e diretores de emissoras de tevê e cadeias de jornais, onde seus donos se vendem para dizer o que aqueles políticos populistas, petistas ou não, mundos e fundos do que pensam da “burguesia”, quando não sabem o que é burguesia e muito menos idiotas - estes da classificação do nosso sábio Olavo de Carvalho. Parece-me que é o único, o qual não suportando o vácuo de cultura deste nosso país mudou-se para os Estados Unidos. A frase inicial “Tá tudo dominado”, cunhada pelos barões da droga nacional e internacional parece já seja uma verdade.


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*Escritor brasileiro, membro da Academia Piauiense de Letras, mora no PI-BR

sexta-feira, 21 de julho de 2017

ESCOLAS DE HOJE – ESCOLAS DE ONTEM

Francisco Miguel de Moura
Escritor brasileiro, membro da Academia Piauiense de Letras


O sistema escolar de hoje, pelo menos o que foi instalado na última década e na que transcorre, só tem uma semelhança histórica com a Torre de Babel. O povo (ou eram só os chefes do povo?) revoltado com o que havia antes passou construir um torre para ir ao céu, contra Deus e contra todos, era um desafio contra o paraíso terreno que tinham: queriam outro maior. Esse povo, segundo a Bíblia, foi castigado, a torre em construção caiu e eles se confundiram todos, cuja confusão transformou-se em várias línguas e pensamentos vários.

O sistema escolar de hoje cresce apenas no sentido de espalhar uma tal de educação dos gêneros, entre outras idéias e ideologias. E a família, que era o núcleo educacional, esfarinha-se… São preocupações que nada têm a ver com o aprendizado do que é importante para a vida e o progresso da civilização.

Outro dia, ouvi uma senhora mãe de família falando, alto e bom som, em um vídeo de Rede Social (não memorizei o nome do vídeo nem o da Rede Social, infelizmente). Dizia que não tinha filhos para serem educados como estão: em ideologias estranhas como a dos gêneros. Irritada, declara: “Mando meus filhos para a escola, para aprenderem a ler e escrever, para aprenderem a língua e a matemática, as ciências provadas e sérias e a história, a geografia do nosso planeta naufragado em poluição e ignorada da população. Dou a educação de meus filhos em casa, no recesso doméstico, não preciso que vão lhes dizer que devem ter outros gêneros e mais gêneros, nem como fazer sexo na escola, à vista de todos os seus colegas. A educação de meus filhos, digo, é para que respeitem o preto, o branco, o amarelo, o índio, os pobres e os ricos, os feios e os belos, pois todos são iguais e merecem respeito, e para terem tal respeito é preciso que respeitem a todos”.

As palavras acima não são copiadas ipsis-literis, mas juro que são o sumo do que ele falava, gritava, vociferava em seu vídeo. E ela tem razão. Por que ocupar o tempo precioso da criança com bobagens de ideologias de sexo, socialistas, comunistas e outras? Até contra as religiões? Por quê?
Há um propósito por trás de tudo isto. A família é a primeira e grande célula da sociedade. Se ela é destruída, estará destruído o edifício social. E a primeira coisa que pode gerar é o anarquismo. Infelizmente, até uma organização outrora tão respeitável, a ONU (Organização das Nações Unidas), está comprometida com a espalhafatosa teoria dos gêneros. Daí há uma geração de internacionalistas, entre os quais aqueles que também desejam desconstruir ou acabar com as nações, o sentimento patriótico outrora tão valioso para o soerguimento dos países em desenvolvimento.

Criança hoje não tem pátria. Não se sabe mais quais são os símbolos da sua terra, do berço onde nasceu, onde se fazem as lei e onde se lhe vão cobrar os impostos, sempre, sempre. É difícil compreender tudo isto. Meu pai era professor e, a bem dizer, eu nasci numa escola. Quando os alunos chegavam em frente do prédio escolar, o professor os esperava, mandava se formarem com reverência, respeito e cantar o Hino Nacional. Nalgumas datas diferentes, por exemplo em novembro, aproximando-se o dia da Proclamação da República, cantava-se também o Hino à Bandeira. A cerimônia vocal, era feito diante da bandeira brasileira hasteada ao alto da porta de entrada do colégio.

Naquela tempo o professor era uma figura respeitada na escola e na sociedade. Ganhava pouco, mas nisto não houve nenhuma melhora até chegarmos à escola de hoje. Naquele tempo havia uma figura importante que, de vez em quando, aparecia quase que como de repente (só o professor sabia que ele vinha em tal dia). O mestre – o professor era assim chamado – avisava à turma: Hoje o inspetor vem visitar nossa escola, recebam com o maior respeito. Quando ele chegar, entrar, todos se levantem e esperem que ele acene para todos voltarem a sentar. Assim também quando um pai de família visitava a escola, naturalmente já era um senhor de idade, todos os alunos tinham que receber com o mesmo respeito. E nesses dias de visitas todos deveria estar bem vestidos(fardas limpas, cabelos e unhas cortadas, etc.)

Hoje, as escolas são os piores prédios da cidade, sem pintura, as portas muitas vezes não trancam, os muros derrubados e pintados com riscos horrorosos feitos pelos moleques noites a dentro, inclusive com palavras indecentes e críticas infundadas e terríveis. Esse trabalho dos pichadores mostra a ignorância daquela molecada que devia estar na escola aprendendo a escrever, ler e contar. Na verdade, hoje poucas pessoas em idade madura lêem normalmente.

Diga-se que aqueles meninos de rua, se praticam algum crime, não são tratadas como criminosos nem levados para uma escola, nem para uma obra, nada vão aprender da vida senão os vícios, as maldades, os crimes. Que história de lei é esta de que criança não deve trabalhar? Eu sempre trabalhei desde pequeno e apendi muito mais, não adoeci por isto e aqui estou sem outra marca que não as da vida produtiva. Viver sem fazer, produzir, aprender o bem, é vida inútil. Que leis são estas que acabam com a autoridade da família? Lei de proibição de chinelinhas ou palmadinhas na criança desobediente, ai Deus! O mundo está revirado, a sociedade brasileira está sendo destruída. Assim não há esperanças de que o homem se torne mais homem ( a palavra homem aqui significa espécia e não gênero), a desumanidade rola em catadupa.

Para voltar um pouco mais à escola, à educação, cito um trecho importante de Olavo de Carvalho, a cabeça pensante mais vigorosa deste século até agora: “A absoluta ausência de educação num país cujos estudantes tiram sempre os últimos lugares nos testes internacionais, concorrendo com crianças de países bem mais pobres; num país onde se aceita como Ministro da Educação um sujeito que não aprendeu a soletrar a palavra cabeçalho, porque jamais teve cabeça, e onde se entende que a maior urgência do sistema escolar é ensinar às crianças as delícias da sodomia – sem dúvida uma solução prática para estudantes e professores, já que o exercício dessa atividade não requer conhecimentos de português, de matemática ou de coisa nenhuma exceto a localização aproximada das partes anatômicas envolvidas…”

O autor cita mais, numa série, oito outras aberrações como estas, para concluir assim: “Enquanto o povo não perder o respeito por essa gente, nada de sério se poderá discutir no Brasil”.


quinta-feira, 8 de junho de 2017

O VALOR DE TUDO E O VALOR DE NADA: BRASIL

Francisco Miguel de Moura, escritor brasileiro.
Membro da Academia Piauiense de Letras.

Meus poucos leitores vão perguntar-se: - Nosso escritor deu o doido, escrever sobre o TUDO e o NADA é impossível. Nem Deus. E eles estão certos. Mas sou sempre provocador e a situação do Brasil atual é igual a de uma alma “apenada”, que não sabe onde, quando e como vai ficar. Se no Céu, no Purgatório ou no Inferno. No inferno estamos os brasileiros, por conta dos Deuses do Poder, que não são deuses nenhum. Mas têm se mostrado corruptos e corruptores.
Como será a alma de um corrupto? Leia o filósofo Olavo de Carvalho. Como será a alma de um corruptor? Leia o filoósofo Olavo de Carvalho, no final.
Almas de criminosos, dignos da condenação ao inferno. E como se poderia mandar tanta gente pra lá, se, quem sabe, há alguma recuperável?
O poeta Fernando Pessoa há algum tempo sentenciou: “Tudo vale a pena, se alma não é pequena”.
É verdade, se a alma do brasileiro não é pequena, jamais votará em partido tão degenerado. Aquele que no início trouxe (ou dizia trazer) uma nova forma de governar. E deu no que deu. E se a alma do povo brasileiro não é pequena, esse sofrimento por que passamos agora – a maior crise da história do Brasil que já vivi, e olhem que tenho 84 anos (vou completar em 16 de junho de 2017) – jamais acontecerá. E aí, depois de tudo, um Brasil novo pode começar.
Penso que a Reforma Política deveria ser a primeira, assim como a Reforma Tributária, ambas à capricho, de forma a que o cidadão, pagador de impostos e votante em eleições, não ponha defeitos.
Como temos, queiramos ou não, um presidente constitucional (o Vice Michel Temer), que substituiu legalmente a agora ex- Presidenta, abatida por um impeachment, com uma maioria mais ou menos estável nas duas casas do Congresso, poderia ele (ou quem o substituí-lo, nunca se sabe) pensar em, depois de aprovadas as reformas do Trabalho e da Previdência, em fazer a Reforma Política, sim. E os sábios membros do do Supremo Tribunal Federal, superintenderiam a iniciativa, porque tudo depende da Constituição e demais leis.
Tenho alguns pontos de vista que não preciso apresentar, pois o país está tão inseguro, tão embolado, que ninguém sabe “o que é gato, nem o que é sapato”. Uma Reforma Tributária daria uma alavancada à economia do País. Assim como a Reforma Política – liquidando com os partidos que mais fizeram mal à República Brasileira recentemente: PT, PMDB e PSDB, além dos filhotes do PT, que são muitos (sugestão) acabaria com o saco de “gatos” e “ratos” no país, onde afinal estamos também colocados, infelizmente.
Como se faria isto? O primeiro ponto é fácil, mas dentro da Reforma Política seria assentado que todos os membros do Supremo Tribunal Federal se aposentariam junto com o mandato de Temer e a assunção do novo Presidente eleito – claro que iria haver uma eleição geral comandada por quem estivesse no Poder Executivo – e esse mesmo Presidente e esse mesmo Congresso nomeariam, de acordo com os preceitos constitucionais, levando-se conta que a Constituição Cidadã continuaria de pé. Afinal, ela é que manda em quem está mandando. Parto desses pontos apresentados, mesmo pensando que já estou a andar no terreno incerto da futurologia. E como não sou nenhum futurólogo nem muito menos jurista, por aqui fico.
Volto ao poeta Fernando Pessoa, onde começamos: a) “tudo vale a pena”; b) “se a alma não é pequena”. Concordo com a premissa, porque não há meio de fugir-me dela. Se tudo que está aí vale a pena, vamos saber depois. Depois de quê? Quando soubermos que a alma não é pequena. A alma desses políticos pode ser até de muito valor, mas da safadeza, da gula, da avareza e quase todos os vícios que o Papa Francisco condena, disto que eles estão impregnados. Se ainda se recuperariam, não sei. Possivelmente a maior parte, não.
E, agora, mesmo que me pareça, tonto, espedaçado, neste artigo crônica, volto-me ao cidadão brasileiro, o trabalhador brasileiro, o artista brasileiro, o estudante brasileiro, o professor brasileiro, enfim a todos os homens e mulheres de todas as profissões e até aos que não tem nenhum emprego porque a crise os derrubaram na miséria, ou quase na miséria. Volto-me a nós todos, filhos desta terra generosa que é o Brasil, desta nação que sempre se disse que seria “o país do futuro”. Seremos ainda? A nossa alma também não estará machada pelo mau exemplo desses homens do alto, que têm nos comandado até agora? No passado há alguma exceção. Mas não vamos ao passado.
Acredito ainda que a nossa alma não é pequena: há grandes exemplos de pessoas generosas, amorosas, daqueles que dão a vida pelo próprio filho, pela mulher, por um irmão ou parente, seja numa doença, seja numa refrega de rua entre grupos de
desordeiros e terroristas. A corrupção não é uma doença, é apenas um escorregão da consciência de algum cidadão que pensa que ser rico, ser poderoso é ser importante. “Importante todos nós, quando nascemos, já somos”, creio que li no filósofo Augusto Cury. O que precisamos é ter uma alma de caráter, ser íntegro no exterior e no interior de nós mesmos. Vários países, um dos mais lembrados é a Itália, sofreram por parte de uma classe política de homens mal formados, sem caráter, com muitas armas na mão e pensando que “o tudo era aquilo”. Repito, me explicando: O tudo só é tudo quando a alma comanda todas as funções do copo dos cidadãos, e dentro da sociedade há leis e éticas para serem cumpridas. E não só: Há o castigo, a punição. Acredito que o mundo, embora com tanta guerra, tanto rebulício, tando tiroteio, tanto terrorismo, tantas armas de todos os tipos, inclusive as atômicas e superatômicas, acredito que o mundo não vai se acabar agora. Nem o Brasil. Alguns ou muitos não escaparão. Mas a história sempre foi assim.
Finalizando, vale citar o nosso grande filósofo Olavo de Carvalho, um parágrafo tirado do seu famoso livro “O mínimo que se precisa saber para não ser um idiota”, Editora Record, Rio/São Paulo, 2016, pg.286:
“O primeiro passo para a institucionalização do gangsterismo estatal neste país foi a destruição da moral tradicional e sua substituição pelo aglomerado turvo de slogans e casuísmos politicamente corretos que, por vazios e amoldáveis às conveniências táticas do momento, só servem mesmo é para concentrar o poder nas mãos dos mais cínicos e despudorados.”


quinta-feira, 11 de maio de 2017

DIREITOS E DEVERES HUMANOS UNIVERSAIS

Francisco Miguel de Moura (Chico Miguel)
Escritor, membro da Academia Piauiense de Letras


Não sei se deveria referir assunto tão batido quanto o dos Direitos Humanos. Debatido, mas tão complexo. Quase nada são observados os tais direitos fundamentais, principalmente nos países subdesenvolvidos e ainda tateando o desenvolvimento como o nosso Brasil. Mas, antes de tudo, vamos perguntar uma coisa importante, talvez primordial do gênero humano, tão desumano atualmente como nunca, pelo que se sabe da história recente:

- Os Deveres Humanos, quais são, quantos são, quem os cumpre rigorosamente? Por que não se falam neles, mas somente nos Direitos… Assim, passamos a registrar o que dizem os entendidos do assunto, informações colhidas nas páginas da internet, pois que hoje já não temos mais dicionários enciclopédicos como há bem pouco tempo. Cito a fonte primeira da minha pesquisa: a Wikipédia. No momento não há nada melhor. Mas, confesso, reescrevi nalgumas linhas para facilitar o leitor de jornal.

Direitos humanos são os direitos básicos de todos os seres humanos. São: 1) direitos civis e políticos: direitos à vida, à propriedade privada, liberdade de pensamento, de expressão, de crença, igualdade formal, ou seja, de todos perante a lei, direitos à nacionalidade, de participar do governo do seu Estado, podendo votar e ser votado, entre outros, fundamentados no valor liberdade. 2) Direitos econômicos, sociais e culturais: direitos ao trabalho, à educação, à saúde, à previdência social, à moradia, à distribuição de renda, entre outros, fundamentados no valor igualdade de oportunidades). 3 Direitos difusos e coletivos: direito à paz, direito ao progresso, à autodeterminação dos povos, direito ambiental, direitos do consumidor, direito à inclusão digital, entre outros, fundamentados no valor fraternidade.

A ONU afirma que “todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade”.
A origem do conceito filosófico de direitos naturais seriam atribuídos por Deus. Alguns filósofos sustentam que não haveria nenhuma diferença entre os direitos humanos e os direitos naturais. E veem, na distinta nomenclatura, etiquetas para uma mesma ideia. Outros argumentam ser necessário manter termos separados para eliminar a associação com características normalmente relacionadas com os direitos naturais, sendo o filósofo John Locke talvez o mais importante a desenvolver esta teoria.

Os que defendem o UNIVERSALISMO dos direitos humanos se contrapõem ao RELATIVISMO CULTURAL. Estes afirmam a validez de todos os sistemas culturais e a impossibilidade de qualquer valorização absoluta desde um marco externo, que, neste caso, seriam os direitos humanos universais.

Entre essas duas posturas filosóficas extremas situa-se uma gama de posições intermediárias. Muitas declarações de direitos humanos emitidas por organizações internacionais e regionais põem um acento maior ou menor no aspecto cultural e dão mais importância a determinados direitos de acordo com sua trajetória histórica. A Organização da Unidade Africana (OUA) proclamou em 1981 a Carta Africana dos Direitos Humanos e dos Povos, que reconhecia princípios da Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948 e adicionava outros que tradicionalmente se tinham negado na África, como o direito de livre determinação ou o dever dos Estados de eliminar todas as formas de exploração econômica estrangeira. Os estados africanos que acordaram a Declaração de Túnis, em 6 de novembro de 1992, afirmaram que não se pode prescrever um modelo determinado a nível universal, já que não é possível desvincularem-se as realidades históricas e culturais de cada nação e as tradições, normas e valores de cada povo. Em uma linha similar se pronunciam a Declaração de Bangkok, emitida por países da Ásia, em 23 de abril de 1993, e de Cairo, firmada pela Organização da Conferência Islâmica em 5 de agosto de 1990.

Também, contra à visão ocidental CAPITALISTA dos direitos humanos, centrada nos direitos civis e políticos, como a liberdade de opinião, de expressão e de voto, o BLOCO SOCIALISTA se opôs durante a GUERRA FRIA que privilegiava a satisfação das necessidades elementares, mas, por sua ideologia, suprimia a propriedade privada e a possibilidade de discordar e de eleger os representantes com eleições livres de múltipla escolha.

Mas, depois de todas as teorias e práticas, vamos perguntar, pela segunda parte deste artigo, uma coisa importante, talvez primordial do gênero humano, tão desumano atualmente como nunca, pelo que se sabe da história recente. Trata-se dos esquecidos DEVERES HUMANOS.

Quem não sabe quais são os DEVERES HUMANOS? Não me venham com lorotas e desculpas, etc. Todos nós sabemos que:

a) Não devemos fazer ao outro aquilo que não gostaríamos que eles fizessem com a gente. É ou não é verdade?

b) Só devemos fazer aos outros o que for o BEM, aquilo que está recomendado como mandamento de Deus, desde os mais antigos povos. Todos os que sabem ler e escrever, todos que ouvem rádio e televisão, veem a internet, já ouviram falam nas tábuas de Moisés, onde Deus escreveu os 10 (dez) mandamentos para o homem, entregando ao profeta para que ele distribuísse e ensinasse ao povo. E até hoje eles são mais do que válidos. “Guardai os mandamentos de Deus e estais respeitando o próximo e o próprio Deus, o Criador do Universo”.

Mas, alguém pode dizer assim: - E como é que fica a preservação da natureza? Os deveres que o homem tem para com ela, a fim de que tenham condições para viver, trabalhar e amar? Este mandamento é muito mais antigo. O homem recebeu o jardim do Éden, que era o mundo, e Deus falou: “Cuida dele, é dele que tirarás o seu sustento e de sua família, sua saúde e sua tranquilidade (sem medo de feras”… Lembram da serpente?. Tudo é tão elementar, hem? Só faltou-me falar no “SERMÃO DA MONTANHA”, onde Jesus discorre sobre a misericórdia para com os pecadores, o que não praticam ou não praticaram os DEVERES HUMANOS.
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*Francisco Miguel de Moura,escritor, membro da APL,da UBE e da IWA, esta ultima associação com sede nos Estados Unidos.

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