(“Purificou a tristeza da terra,
quem deixou sobre a terra uma
lágrima e um verso”)
Olavo Bilac
Francisco Miguel de Moura*
Todo mundo algum dia esteve triste,
com vergonha de ser, de se mostrar,
sem querer aceitar o quanto existe:
o “eu”, o outro, o céu, a terra e o ar.
Por ter doenças difíceis de curar,
só pensando um futuro aterrador...
Seu mal, de qualquer forma, foi o amor
que lhe faltou. Por quê? Não soube amar.
Também sofri por isto e, sem receio.
Com risos que não tenho – meus inventos –
vou castigando o monstro-orgulho feio.
E aprendi a lavrar meus sentimentos,
guardando todos junto aos pensamentos
num cofre de saudade e de amor cheio.
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* Francisco
Miguel de Moura, poeta brasileiro.
Mora em Teresina-PI

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