quinta-feira, 26 de março de 2026


 

A TRISTEZA

      (“Purificou a tristeza da terra,

       quem deixou sobre a terra uma

       lágrima e um verso”)

                Olavo Bilac

                   Francisco Miguel de Moura*

 

Todo mundo algum dia esteve triste,

com vergonha de ser, de se mostrar,

sem querer aceitar o quanto existe:

o “eu”, o outro, o céu, a terra e o ar.

 

Por ter doenças difíceis de curar,

só pensando um futuro aterrador...

Seu mal, de qualquer forma, foi o amor

que lhe faltou. Por quê? Não soube amar.

 

Também sofri por isto e, sem receio.

Com risos que não tenho – meus inventos –

vou castigando o monstro-orgulho feio.

 

E aprendi a lavrar meus sentimentos,

guardando todos junto aos pensamentos

num cofre de saudade e de amor cheio.   

 

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* Francisco Miguel de Moura, poeta brasileiro.

 Mora em Teresina-PI

 

 

 

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