sexta-feira, 5 de agosto de 2022

 


UM POEMA – ÚLTIMA FORMA

 

       Francisco Miguel de Moura*

 

Quero um poema só completamente amor,

abraço universal portador de maestria.

Que a bondade também nele nasça por via,

Da beleza, da força e do hálito criador.

 

Simples e seja  impresso em branda melodia,

Mais que artefato seja, e mais confortador,

Se declamado, o tom consagre o trovador

E no êxtase teatral consagre a poesia.

 

Livremente trovar em singulares vias,

Não ser pouco demais para abraçar o mundo,

Em busca do maior, para alcançar os céus.

 

Poema da cor, do ritmo, a recontar os dias...

Tão necessário, do raso ao mais profundo,

E assim legitimar-me um servo aos pés de Deus.

 

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*Francisco Miguel de Moura, poeta brasileiro, mora em Teresina, no Piauí.

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