sábado, 23 de julho de 2022

 

VERSOS E ANVERSOS...

        Francisco Miguel de Moura*

 

Se ela desistir na claridade

de seu corpo inútil e nu,

ampute a sombra irresistível

que se projeta como apelo.

 

Para ser  não se avisa.

Eis a chave de sua proscrição:

Arreie essa bandeira náufraga.

 

Não bata, não busque na lista

do presente borrado de passado.

 

Quando o corpo não fala,

a alma é um estrupício.

______________

*Francisco Miguel de Moura, poeta brasileiro

 

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