VERSOS E ANVERSOS...
Se ela desistir na claridade
de seu corpo inútil e nu,
ampute a sombra irresistível
que se projeta como apelo.
Para ser não se
avisa.
Eis a chave de sua proscrição:
Arreie essa bandeira náufraga.
Não bata, não busque na lista
do presente borrado de passado.
Quando o corpo não fala,
a alma é um estrupício.
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*Francisco Miguel de Moura, poeta brasileiro

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