domingo, 9 de março de 2008

A BUSCA

Francisco Miguel de Moura*


É mal cheirosa a flor,
o espinho não fura...

Ninguém é sincero
nas linhas da lei,
em letras garrafais.

Contra o absurdo,
nos fingimos de mudos,
abraçando o obscuro,
de queixo crispado.

É preciso ir ao fundo
do fundo das partes
da coisa e do homem,
e sentir no que morre
o que não morre atrás.

A busca tem sinal do advir,
na inutilidade do presente.

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*Poeta brasileiro, mora em Teresina, Piauí. Web: http://cirandinhapiaui.blogspot.com e franciscomigueldemoura.blogspot.com
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