segunda-feira, 5 de maio de 2014

AS CHAVES DE OURO E DIAMANTE

FRANCISCO MIGUEL 
DE MOURA*                      

            
Quero um soneto apaixonado e terso
Na forma e no sabor, todo poesia...
Com métrica, com rima, com harmonia,
Da maneira que deve ser o verso.

Cobrirei o meu rosto, já disperso,
Contra as sombras do que é antipoesia,
Para ganhar imagens, numa orgia
Orquestrada de luzes do universo.

Quero subir acima desses tetos,
Ser entre amados o melhor amante,
tendo a arte e o vigor dos arquitetos.

E espantarei ladrões a meu talante:
Com chaves d’ouro abrindo os meus sonetos,
Porém fechando à chaves de diamante.

4 comentários:

António Eduardo Lico disse...

Um belo soneto.
Abraço.

Verinha Portella disse...

Cobrirei o meu rosto, já disperso,
Contra as sombras do que é antipoesia,
Para ganhar imagens, numa orgia
Orquestrada de luzes do universo.


Me dispo de toda a vaidade e mergulho neste soneto ...perfeito.
Chico Miguel eu te REVERENCIO MESTRE!!!!
veraportella

CHIICO MIGUEL disse...

Minha querida Verinha Portella,
Você me deixa até sem jeito, depois, quando eu acreditar em suas palavras tão bondosas, vão me dizer que estou ficando vaidoso. Como "vaidade das vaidades, tudo é vaidade", eu fico com o coração batendo alto, com vontade de te abraçar carinhosamente, poeticamente.
Grácias.
chico miguel

Tais Luso disse...

Olá, Chico Miguel, achei lindo seu soneto, parabéns! E muito harmonioso.

Grande abraço aqui do sul.

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