terça-feira, 18 de agosto de 2009

ANTÍDOTO II


Francisco Miguel de Moura*

O perigo está no corpo,
às portas da alma, porta
de saída e entrada,
na maternidade e na pedra
– a perda,

no fio de cabelo e na gota de suor.
Não é milico, não faz academia,
não usa armas nem dorme na rua.
O perigo existe.
Haverá salvação?
O socorro foge, vai à frente, anda devagar,
qual uma ave perseguida por palavras.
Cuidado! Não é só vergonha,
não é anjo de carne,
que tem costas largas.
O perigo invisível da noite
é multidão:
– É feminino, terno, luminoso,
como um anjo
de cabide, fora do lugar.

É sair debaixo sem rastros
No silêncio sutil dos caminhos,
Pondo o chapéu e a coragem.

______________
Francisco Miguel de Moura, poeta brasileiro, mora em Teresina-PI,
e-mil: franciscomigueldemoura@superig.com.br

Um comentário:

daufen bach. disse...

meu caro amigo FRANCISCO MIGUEL DE MOURA!

eu não conhecia esse teu blogue, sempre te lia na "revista..." que coisa magnífica esse espaço!

tua poesia é singular meu caro! possui tua marca, teu selo, é inconteste... essa "coisa" moderna repleta de conhecimento. é realmente um prazer enorme esatar aqui e te conhecer um pouco mais meu amigo!

abraço forte a ti e tenha uma linda semana!

daufen bach.

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