quinta-feira, 11 de junho de 2026

 


CONVERSA DE POETA  (Consigo mesmo)       

                                  Francisco Miguel de Moura*

 

Vim do século passado e aprecio o presente

Cheio de invalidade. E as dúvidas,  semeio.

Sem nada ao nascer... Perguntam-me a que veio?

E eu  respondo: A tudo além do que a alma sente.

 

Para ser um bom poeta, além do que é servido

A uma jóia de Deus, clamando peio amor.

Tenho horror ao frio e o frio é meu pavor.

Guardo minha letra  bem dentro em meu ouvido.

 

Sofrer, todos sofremos: A marca do Criador!

Para viver  sorrindo, invento o meu calor.

Que mais quero de Deus, se ainda sou feliz?

 

Nada de hipocrisia...  Quem não gostar de mim,

Longe de mim eu vejo o ontem, o hoje, até o fim,

Pois sendo igual a mim, ninguém é meu juiz.

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*Francisco Miguel de Moura, poeta brasileiro.

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