sexta-feira, 9 de agosto de 2013

SALVEMOS A AVENIDA RIO POTY!

Francisco Miguel de Moura*

Salvemos a Avenida Rio Poty, antes que ela se torna uma ruazinha qualquer, cuja utilidade seja apenas preencher o mapa da região colocado na internet.

      Já morei em duas avenidas nesta Capital. A primeira foi a Avenida Juiz João Almeida. Não sei quem foi esse Juiz, mas, na certa, foi muito importante para ser nome de uma avenida.  Atualmente, atendo na Avenida Rio Poty, cujo nome é muito simpático, muito bem escolhido, mas a avenida propriamente não. Paralela à Av. Dom Severino que desce direta (não para mim) à Ponte Estaiada, a Avenida de meu Condomínio deveria ser muito mais bem cuidada: Não tem asfalto, ao contrário possui muitos buracos, poeira e lama. E ela tem uma importância vital para o trânsito de automóveis e cargas, pois por ela se fazem muitos retornos, além passar entre dois grandes supermercados desta Capital, na região em que moro, praticamente o centro maior de comércio entre os bairros de Fátima, Horto Florestal e Jokey. Os retornos mencionados, através de ruas ou avenidas menores, vão aliviar o trânsito da Av. Dom Severino, pois seguem para a Av. Lindolfo Monteiro. Entre duas grandes avenidas asfaltadas e de muito trânsito, assim a Av. Rio Poty se torna alternativa de passagem ou não para o oeste e o leste dos bairros citados.
     Este é o dado concreto.  O outro é o seguinte: Conversando com um colega da Academia Piauiense de Letras, ele me fez uma observação pertinente:

     - Você mora na Avenida mais estreita do mundo, sendo, salvo engano, uma das mais compridas da Capital. 

     Fui comprovar. Lá no fim, no rumo do nascente, ela vai-se estreitando, estreitando, até que fica sem praticamente passeio nem de um lado nem do outro, dando pra passar apenas um veículo, e muito apertadinho. Impede até a passagem de pedestre que rumam para a Avenida Kenedy. Isto é o que não se pode chamar de avenida. E é apenas nos registros. Os donos dos terrenos dos dois lados resolveram quase fechá-la, incorporando, como propriedade particular, parte da rua (avenida apenas nos registros da Prefeitura), cerca da metade – dois ou mais quarteirões que se estiram até a Av. Kennedy.

     Resultado: - Via estreita demais para ser avenida, sem asfalto até na parte de onde reside a maior parte da população entre os bairros de Fátima e Horto Florestal. Ela é que realmente daria diretamente à ponte Estaiada (belíssima construção da nossa Capital). E mais ainda: taparam o canteiro do meio da Av. N. S. de Fátima, impedindo a passem de veículos até a ponte. Assim, assim, dali em diante o veículo tem que ir encher a paciência dos demais na Av. Lindolfo Monteiro, de um lado, e na Av. Dom Severino, do outro. Ali merece não uma tapagem do canteiro central, mas uma sinaleira ou uma rótula.  A falta de asfalto da Av. Rio Poty causa transtorno ao trânsito e pedestre de todos os lados, uma vez que também as ruas de retorno são todas em calçamento comum (pedras), que ficam rolando e abrindo buraco, fazendo poeira ou lama. Com ruas (e avenidas) desse jeito, não há trânsito bom, desculpem-me os engenheiros da área.
Um dia destes convidei minha filha, que é fotógrafa amadora, mas fotografa muito bem, inclusive em festinhas de crianças e adolescentes quando é chamada, para fazermos uma reportagem sobre a avenida onde moramos. Ela é tímida e nunca mais falamos nisto. Sugiro aos jornalistas de plantão que o façam esta reportagem-denúncia. Seria um bom serviço.

      Quando morei na Av. Juiz João Almeida denunciei ao prefeito, através de uma crônica com o título “Se esta rua, se esta rua fosse minha”... E no texto eu completava a letra da música:

“Eu mandava, eu mandava ladrilhar,
 com pedrinhas, com pedrinhas de brilhante, 
 só pra ver, ver o meu amor passar.” 

       Mandei cópia para o Prefeito. Daí a pouco, a avenida foi asfaltada e os terrenos onde depositavam o lixo foram todos cercados.

        Agora posso até parodia a música com letra de outra forma:

“Se esta rua, esta rua, que é a minha, 
 só o nome de avenida ela tem,
 mas daqui a pouco é nada, quase nada 
 porque deve toda, toda estar fechada, 
 por aqueles que não na querem bem”. 

       Assim, enquanto esta Avenida for a nossa, pedimos ao prefeito para dar um jeitinho de torná-la, uma verdadeira avenida, estreita, mas limpa e asfaltada, cuidada como deve ser. E o Sr. Prefeito e os Srs. Vereadores poderiam passar por ela sem sentir vergonha. Este nosso pedido se junta àquele que há muito já dizem os teresinenses: “Salvemos o rio Poty”! E nós acrescentaríamos: “Salvemos a Avenida que tem o seu nome como homenagem”.
___________________
Nota: Este artigo era pra sair hoje,dia 10 de agosto de 2013 (sábado), no jornal "O DIA, mas, por ordem superior, vai sair na segunda-feira próxima, dia 12 do corrente mês de agosto. Nota inserida aqui, a pedido do editor do jornal mencionado. É que minhas matérias saem normalmente aos sábados.
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*Francisco Miguel de Moura, escritor, membro da Academia Piauiense de Letras (APL-Teresina-PI), da IWA - International Writers and Artists Association, de Toledo, Estados Unidos.         

2 comentários:

Verinha Portella disse...

Muito querido mestre,CHICO MIGUEL!

Estou aqui para um abraço e dizer o quanto admiro tua capacidade de nos fazer(seus leitores) felizes com teu trabalho tão especial.

um carinhoso e fraterno beijo de sua amiga
veraportella

CHIICO MIGUEL disse...

E eu estou aqui para agradecer o teu caminho a mim e meus esritos. Valiosos, minha amiga, para meu estímulo. Acredito em você,meu bem, graças à nossa sincera amizade.
Abraços do coração
chico miguel

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