quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

FRANCISCO MIGUEL DE MOURA - Poema DE REPENTE







Francisco Miguel 
de Moura*

 

 Para a amiga Gisela (Gisa)







Se de repente, sem rima com o mundo
E comigo mesmo,
Enquanto o ritmo fosse ruído
No escuro, sem flash...
E da matéria nada a ser feita,
Ao menos com meia-palavra...

Palavra! Eu morreria num grito
Que mordesse o mundo
De quem me ouvisse por viés.

Mas se alguém, na avenida,
me sorrisse ternamente,
Sumiriam as rugas
E a solidão malvada

Um sorriso faz o mundo
Ficar sobre os pés.

***

*Francisco Miguel de Moura, poeta brasileiro, autor de varios livros, entre os quais O Menino quase Perdido, lançado este ano. Pedidos pelo e-mail: franciscomigueldemoura@gmail.com
1 de janeiro de 2012

5 comentários:

Luiz Alfredo Nunes de Melo disse...

Sem rima
mas em cima do mundo
no travo da solidão
no pulsar de um coração
apaixonado.

Luiz Alfredo - poeta.

Gisa disse...

Meu querido amigo Chico!
Estou feliz e realizada! Explodindo de contentamento mesmo! Obrigada, muito obrigada por tua gentileza, carinho, amizade, meiguice. Obrigada por seres este menino quase perdido que me encontrou e a quem eu encontrei.
Um grande bj no teu coração! Amei o poema e as palavras. Obrigada.

carmen silvia presotto disse...

Que lindo poema homenagem, parabéns e carinho aos dois.

Beijos poeta e desejo de uma ótima semana.

Carmen.

regina ragazzi disse...

Lindo e muito delicado seu poema. Abraços

Aíla Sampaio disse...

Chico, adorei o seu espaço. Obrigada pelas visitas ao meu blog e pelas palavras generosas. Abraço poético de Aíla Sampaio

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