sábado, 28 de março de 2009

FEITIÇO CAPITAL


Francisco Miguel de Moura*



A máquina engole o ar da sala,
anula a persona
toma o espaço e a luz das palavras.

Séculos de poder, ciência, escravidão
e glória (talvez prisão)
para não mais dizer-se.

O espectro é um silumacro,
nem oratório nem oráculo,
donde a voz de Deus não soará,
mas o tom do mercado
e a sombra do dragão devorador.

Ditará a solidão aos homens,
às casas de um só,
às almas opressas na multidão.

________________
*Francisco Miguel de Moura, poeta brasileiro, mora no Piauí, e-mail: franciscomigueldemoura@superig.com.br
web: http:// cirandinhapiaui.blogspot.com

3 comentários:

Efigênia Coutinho disse...

FRANCISCO MIGUEL DE MOURA, gostei de ler você, a tua poesia é plural, multifacetada, plussignificativa. Por conseguinte, a maneira de decifrar o que se observa ou perscruta, é diferente em cada ser humano! Este é o enigma e a essência da boa poesia. Meus Cumprimentos,fica aqui o convite para conhecer meus dois Blogs de literatura, e ser um seguidor,
Efigênia Coutinho

daufen bach. disse...

Olá Francisco,

fiquei feliz em te ver no meu blog, vim agradecer a visita e a postagem de meu poema na revista...

Obrigado mesmo!

Parabéns, por teu espaço, por tua poesia...muito belos.

abraço.


daufen bach.

Clotildes disse...

Gostei muito. Voc6e dizer diferente, sabe poetar. Abraços/
Clotildes

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